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quinta-feira, 17 de março de 2016

Deputado grita 'vergonha' durante cerimônia de posse de Lula

Deputado Major Olímpio (SD-SP) foi vaiado no Palácio do Planalto.

Imediatamente, convidados passaram a entoar o coro 'Não vai ter golpe'.

Filipe MatosoDo G1, erm Brasília
No início da cerimônia de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil, na manhã desta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, o deputado Major Olímpio (SD-SP), um dos convidados, gritou "vergonha".
Imediatamente, parte dos convidados ficaram de pé, para identificar quem gritou, vaiaram o deputado, da oposição, e passaram a entoar o coro "Não vai ter golpe". Devido ao episódio, a cerimônia ficou paralisada por instantes e em seguida foi retomada - a presidente Dilma Rousseff chamou Lula para que ele assinasse o termo de posse como ministro.
A posse nesta quinta-feira ocorreu um dia depois de o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, ter retirado o sigilo sobre ligações do ex-presidente Lula interceptadas com autorização judicial. Em um desses telefonemas, Lula recebeu uma ligação da presidente Dilma na qual ela dizia que enviava a ele o termo de posse para que só usasse “em caso de necessidade”.
A divulgação de grampos telefônicos provocou protestos em 19 estados e no DF na noite desta quarta-feira (16).
Para a oposição, o diálogo derruba a versão da presidente Dilma de que Lula iria para o ministério com o objetivo de fortalecer o governo e ajudar na recomposição da base de apoio do Palácio do Planalto no Congresso. No entendimento de líderes oposicionistas, Lula aceitou a nomeação a fim de ganhar foro privilegiado e passar a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não mais por Sérgio Moro.
Os advogados do ex-presidente classificaram a divulgação da conversa de “arbitrariedade”. O governo, por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, disse que o juiz violou a lei, além de fazer algo considerado pelo Planalto uma "afronta" aos direitos e garantias da Presidência da República e uma "flagrante violação da lei e da Constituição da República".
Além de Lula, também tomaram posse os novos ministros da Justiça, Eugênio Aragão, e da Aviação Civil, Mauro Lopes. Deslocado da Casa Civil para dar o cargo a Lula, Jaques Wagner passará a comandar, a partir desta terça, o novo ministério do Gabinete Pessoal do Presidente da República.

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