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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Setenta litros de cachaça artesanal são encontrados enterrados em prisão da PB

Diretor do presídio disse que os presos produzem a bebida a partir da fermentação de frutas; por esse motivo, parentes estão proibidos de levar, por exemplo, laranja, limão e abacaxi à prisão

Polícia | Em 13/08/15 às 23h02, atualizado em 13/08/15 às 23h08 | Por Gustavo Medeiros
Reprodução/Instagram/vinicius_qap
Material estava enterrado no pátio da prisão
Em trabalho investigativo que tomou como base imagens coletadas por circuito de câmeras, agentes da Penitenciária Regional Raimundo Asfora (Serrotão), de Campina Grande, localizaram 70 litros de cachaça artesanal enterrados no pátio da prisão, na noite desta quinta-feira (13).

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Segundo o diretor do presídio, Delmiro Nóbrega, que acompanhou a ação dos agentes, as imagens capturadas nas câmeras registraram uma movimentação suspeita de apenados, o que despertou a atenção dos profissionais do presídio para averiguar o caso. 



“Eles fabricam a cachaça dentro dos pavilhões. Pegam restos de frutas e colocam em vasilhas. Com o tempo, o material fermenta e os presos fazem a decantação, quando o líquido restante ficaria pronto para o consumo”, explicou Delmiro.

O diretor disse que, sabendo que essa produção da bebida ocorre dentro da penitenciária, familiares dos apenados estão proibidos de levar frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi para eles, pois poderiam ser usadas na elaboração do produto final.

Até as 22h50 desta quinta, os responsáveis pela fabricação e por esconder a bebida não haviam sido identificados. Delmiro Nóbrega comentou que, devido à elevada quantidade do material localizado, a administração do Serrotão acredita que este seria utilizado para o comércio dentro da unidade prisional, servindo como uma moeda de troca, assim como ocorre com outras drogas.

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