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sábado, 11 de julho de 2015

Paraibano de 14 anos vai a Brasília para discutir Direitos Humanos

O Santarritense Emanuel Mendes Moreira, de 14 anos, é o representante da Paraíba no evento

Brasil | Em 10/07/15 às 17h31, atualizado em 10/07/15 às 19h21 | Por Agência Brasil
Reprodução/ Facebook Emmanuel Moreira
Emanuel Mendes Moreira é o jovem representante do estado da PB em uma reunião em Brasília
O Santarritense Emanuel Mendes Moreira, de 14 anos, foi convidado para representar a Paraíba em um evento para crianças, adolescentes e diversos segmentos da sociedade civil em Brasília, com o objetivo trocar de experiências e discutir o cenário de promoção e defesa dos direitos infantojuvenil.


Emanuel é integrante do grupo Protagonismo, que troca experiências sobre os problemas dos jovens de municípios paraibanos. “Estamos todos por um objetivo só, estamos tentando solucionar um problema que não é só nosso, é do Brasil”, avalia.

Este evento reúne 27 crianças e adolescentes representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, além de onze representantes de ciganos, quilombolas, indígenas, menores em cumprimento de medidas socioeducativas e outros.

O evento, que termina nesta sexta-feira (10), ocorre às vésperas do aniversário de 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, em um contexto de discussões sobre a redução da maioridade penal.

Integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Carlos Sturza de Moraes disse que há um esforço em escutar essas vozes de diferentes lugares e segmentos sociais. “É importante para perceber quais as vulnerabilidades e violações que eles vivem ou tomam conhecimento em seus estados”, comenta.

Além de participar de dinâmicas em grupo e em rodas de conversa, o grupo fez uma visita na manhã de hoje à Câmara dos Deputados. Para José Carlos, essas vivências são muito importantes, pois permitem que os adolescentes possam aprender, a partir das diversidades culturais brasileiras.

As atividades fazem parte da preparação da 10ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos das Crianças e Adolescentes, marcada para o ano que vem e que contará com um terço de representantes menores de idade.

“Precisamos fazer políticas públicas com crianças e adolescentes e não para eles. Precisamos exercitar a nossa autocrítica em relação ao adultocentrismo”, concluiu José Carlos.

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