piemonte fm

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Após 1 ano, fica sem solução caso de menina morta ao cair de carro em movimento

Família acredita que crime foi planejado e reclama da demora nas investigações da Polícia Civil

Polícia | Em 13/05/15 às 07h03, atualizado em 13/05/15 às 06h57 | Por Amanda Gabriel
Reprodução/Facebook
Katherine Galdino tinha 17 anos
Há exatamente um ano morria a adolescente Katherine Galdino Seguro, de 17 anos. Ela caiu de um carro em movimento no dia 26 de abril de 2014, próximo a comunidade Santa Clara, na BR-230, e faleceu no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa após 17 dias internada. A família da garota acredita que ela tenha sido jogada do veículo. A mãe da adolescente, Josefa Galdino, procurou o Portal Correio e pediu justiça para o caso da filha, que ainda não teve inquérito finalizado.

A mãe de Katherine reclamou da demora nas investigações e disse que a polícia tem se negado a recebê-la e a responder seus questionamentos. Segundo Josefa Galdino, o caso já passou pelas mãos de quatro delegados e atualmente a família enfrenta dificuldades em falar sobre o processo com as autoridades policiais.
“Dos últimos três meses para cá não estamos sendo atendidos pela delegada. Queremos estar por dentro das investigações e cooperar, passar informações para a polícia, mas ninguém nos atende. A polícia diz que nós estamos pressionando eles, mas na verdade estamos no nosso direito. Quero que seja feita justiça pela morte da minha filha”, desabafa.
O padrasto da adolescente, Helvio Silva, conta que ele e a esposa, que moram no Sertão do estado, vêm a João Pessoa regularmente e acabam usando o dinheiro que seria para pagar contas com as despesas da viagem.
“Pedimos à delegada que ela se comova com a dor da família e nos atenda. Entendemos que detalhes da investigação correm em segredo e isso é necessário para que o caso seja solucionado, mas a uma satisfação mínima nós temos direito”, apela.
Portal Correio tentou ouvir a delegada Ana Carolina, que, segundo a família de Katherine, é a atual responsável pelo caso, para que ela se posicionasse a respeito do assunto, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também tentou contato com o chefe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa, Reinaldo Nóbrega, mas ele não atendeu a nenhum dos telefonemas.
Katherine Galdino Seguro é natural de Bonito de Santa Fé (a 493 km de João Pessoa) e morava em João Pessoa desde 2013. Ela veio à capital paraibana para estudar e trabalhar como babá. Conforme divulgado na época pela polícia, no dia 26 de abril do ano passado a garota pegou um transporte alternativo para chegar à rodoviária. Ela iria comprar uma passagem e voltaria para sua cidade no dia seguinte. Porém, a estudante nunca chegou ao terminal. Ela foi encontrada caída na BR-230, próximo a comunidade Santa Clara, e socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma da Capital. Após 17 dias internada em estado grave, a adolescente não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Um ano depois da morte da filha, Josefa Galdino diz que nunca vai desistir de lutar por justiça. “A dor e saudade são grandes, mas Katherine sempre estará presente de alguma forma em minha vida. Gostaria que ela, de onde está, soubesse que eu estarei sempre aqui, lutando para que seja feita justiça e que o culpado por esse crime seja preso. Eu sei que ela não se jogou do carro, como algumas pessoas insistem em acreditar. Tinha alguém querendo fazer mal a minha filha, isso tudo foi proposital, e eu não vou descansar enquanto essa pessoa não for identificada e presa”. 
Ela também pediu que os amigos de Katherine ajudem a polícia nas investigações. "Peço para que as pessoas que conheciam minha filha não se afastem, mas que colaborem com a polícia. Tentem lembrar de alguma coisa, alguma conversa que possa ser útil nas investigações. Também apelo para que a polícia não esqueça o caso da minha filha. Nós não podemos deixar esse assassino impune",  conclui. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário