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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Quatro açudes sangram na PB, mas 52 estão com volume baixo, diz Aesa

Recarga de reservatórios no Litoral deve continuar até julho e agosto.
Chuvas devem ser esparsas no resto do estado.

Do G1 PB
Açude do Serrote, em Monteiro, entrou em colapso (Foto: Taiguara Rangel/G1)Açude do Serrote, em Monteiro, continua em
colapso (Foto: Taiguara Rangel/G1)
As chuvas no mês de junho deixaram, até esta quinta-feira (26), quatro açudes sangrando na Paraíba. Porém, 52 mananciais continuam com volume total abaixo de 20% e seis destes ainda estão em colapso, segundo informou a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). A previsão do órgão é que as chuvas continuem intensas até agosto no Litoral, mas com o fim do período chuvoso no Sertão, apenas Agreste e Brejo ainda devem receber chuvas esparsas.
A Aesa apontou que 68 reservatórios monitorados estão com capacidade armazenada superior a 20%, outros 32 estão em observação com menos de 20% do volume e 20 açudes têm atualmente menos que 5% do seu volume total, considerados em situação crítica.
Dos 123 reservatórios monitorados, ultrapassaram a capacidade máxima os mananciais Gramame-Mamuaba, em João Pessoa; Jangada, em Mamanguape; Olho d’Água, em Mari; eAraçagi, na cidade de mesmo nome. Estão em colapso, com 0% do volume total, os reservatórios de Campos, em Caraúbas; açudes Pocinhos e Serrote, em Monteiro; Santa Luzia e Taperoá II, nos municípios de mesmo nome; e São José IV, em São José do Sabugi.
Outros sete açudes também já estão próximos do sangramento: açude das Marés (93,1%), em João Pessoa; São Salvador (90,3%), em Sapé; Tavares II (90,8%), no município de Tavares; São José II (99,7%), em Monteiro; Santa Rosa (99,4%), em Brejo do Cruz; Cafundó (93,4%), em Serra Grande; e Poço Redondo (96,4%), em Santana de Mangueira.
Dentre os maiores açudes paraibanos, apenas o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, deve ainda receber recarga de volume. "As chuvas devem continuar no Agreste, Brejo e Litoral. No Sertão, Cariri e Curimataú o período chuvoso já está encerrado, vai de fevereiro a maio. No Cariri, por resquícios dessa chuva no Agreste, que devem ainda oferecer recarga no açude de Boqueirão, podem ocorrer chuvas esparsas", explicou a meteorologista Marle Bandeira.
"Como estamos no período mais chuvoso da região leste, essa evolução no nível dos açudes é normal. A tendência é de que as recargas aconteçam de forma ainda mais significativa em julho e agosto, já que nesse período ocorrem as chuvas que são responsáveis por 70% do abastecimento dos reservatórios do litoral", informou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Alexandre Magno.
Chuvas
A perspectiva dos meteorologistas é de que nos próximos dois meses as cidades litorâneas consolidem os maiores índices pluviométricos da Paraíba no ano. "Esse ano já choveu 1.175,2 milímetros na Baía da Traição, 994,5 milímetros em Alhandra e 946,6 milímetros em João Pessoa, números que devem aumentar de forma significativa. Em algumas cidades, a pluviometria pode ser acima da esperada", acrescentou Alexandre Magno.
Previsão
Para as próximas 24 horas, a previsão da Aesa é de tempo instável com chuvas no Litoral, Brejo e Agreste. "Praticamente todo setor leste da Paraíba encontra-se com nuvens do tipo ‘baixa’, associadas ao transporte de umidade vinda do oceano Atlântico.  Com isso, o tempo deverá permanecer instável e com chuvas, por vezes de intensidade moderada na faixa litorânea. Nas demais regiões, o céu deverá manter-se com nebulosidade variável", informou a meteorologista Marle Bandeira.

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