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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Depois de ações pró-Dilma, CUT-PB anuncia protestos contra medidas da presidente

Entidade que sempre saiu em defesa da presidente em manifestações pelo país, não concorda com a condução da política econômica da gestão dela; sindicatos reclamam em todo o brasil

Cidades | Em 16/09/15 às 07h00, atualizado em 16/09/15 às 07h00 | Por Alisson Correia
Portal Correio
Depois de defender Dilma, CUT se vira contra medidas
A direção da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), entidade que sempre apoiou e fez protestos pela presidente Dilma Rousseff (PT), também contestou as medidas orçamentárias adotadas pelo governo federalDurante entrevista ao Correio Debate desta terça-feira (15), na rede Correio Sat, a entidade já falou em protestos. Os sindicatos pelo Brasil emitiram notas para discordar das propostas orçamentárias anunciadas.



O diretor da CUT-PB Marcus Henriques reclamou dos anúncios feitos pela presidente, por meio dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. “O trabalhador não tem participado desde o começo da discussão desse pacote. Somos contra a política tributária e econômica da forma como está. Achamos que a tributação de bens e serviços está totalmente ultrapassada”.

Segundo ele, em entrevista ao Correio Debate, há uma desigualdade na forma de se cobrar impostos no Brasil. “Pobre paga imposto e rico não. Já entregamos proposta à equipe econômica do governo federal, mas não obtivemos êxito. Achamos que o trabalhador não poderia pagar a conta e estaremos organizando mobilizações de trabalhadores”.

Apesar de criticar as medidas adotadas pelo governo federal, o diretor da CUT na Paraíba apresentou posição otimista e não concorda que a oposição tenha alguma solução. “Torcemos muito para a crise ser superada. A oposição ao governo não quer ajudar, mas sim complicar”, falou.

Sindicatos reclamam em todo o Brasil

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi) não concorda que o retorno da CPMF vá permitir mais recursos para a Previdência, como já foi afirmado pela presidente Dilma Rousseff (PT) e equipe econômica.

"É muita leviandade transferir, de forma ardilosa, a culpa do rombo orçamentário para os aposentados. A verdade é que a arrecadação da Previdência é superavitária, pois possui sete fontes de renda e não se restringe à contribuição de empregados e trabalhadores. Essas sete fontes de arrecadação constituem o Orçamento da Seguridade Social, determinado na constituinte de 1988", disse, em nota, o presidente Carlos Ortiz.

O Sindnapi divulgou ainda que o governo não está sendo transparente ao tomar essas medidas. "O governo omite que as receitas da Previdência são superavitárias e também que a queda na arrecadação se dá, sobretudo, pela retração das receitas em decorrência do baixo crescimento econômico e a crise do mercado de trabalho, conforme relatou o Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (Cesit)".

A Força Sindical também emitiu nota nesta terça (15) contestando os anúncios de Levy e Barbosa e também convoca protestos.

"O governo fez a opção errada de política econômica, e nós, trabalhadores, não estamos dispostos a pagar esta conta. É um verdadeiro absurdo a medida de congelar o aumento salarial dos servidores públicos. Vale lembrar que o próprio governo fez um acordo de aumento escalado, que previa reajuste de 5,5% em janeiro, e agora quer protelar o pagamento para agosto. A atitude da equipe econômica visa esvaziar e precarizar o serviço público. A Força Sindical irá apoiar, de forma democrática, toda manifestação que venha a ocorrer como forma de garantir os direitos dos servidores públicos", disse a nota da Força Sindical, assinada pelo presidente Miguel Torres.

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