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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Motociclistas denunciam que PRF tem feito abordagens agressivas e protestam em JP


Inspetor da Polícia Rodoviária Federal disse que órgão desconhece o registro de qualquer abuso ou desrespeito a motociclistas
Cidades | Em 30/04/15 às 11h30, atualizado em 30/04/15 às 11h38 | Por Redação
Reprodução/Facebook/Encontro de Motos JP
Organização espera cerca de 300 motociclistas
Centenas de motociclistas devem ocupar os principais trechos da capital paraibana na noite desta quinta-feira (30). De acordo com um dos organizadores do encontro, Paulo Eduardo Monteiro, a expectativa é de que 300 pessoas participem do protesto.

O ato está marcado para as 18h, na Praça da Independência. Quando todos os participantes estiverem no local, os motociclistas sairão em “motoata” pela Avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da cidade, até chegar ao Busto de Tamandaré, divisa das praias de Cabo Branco e Tambaú.
O encontro acontece em protesto à postura da Polícia Rodoviária Federal, que estaria abordando motociclistas de maneira agressiva, segundo a organização do evento.
“O nosso objetivo é quebrar o preconceito que a PRF tem com os motociclistas. Depois de uma operação que prendeu suspeitos de praticar rachas em BRs os policiais têm sido muito duros nas abordagens, já chegam nos intimidando com armas e procurando drogas. Não somos bandidos e não merecemos esse tratamento”, disse Paulo Eduardo Monteiro, alegando que os motoclubes nada têm a ver com o grupo que corria a quase 300 km/h em rodovias federais do estado.
Na última sexta-feira (24), quatro pessoas, entre elas um empresário, foram presas suspeitas participar dos rachas. Onze motocicletas de alta performance e algumas armas de fogo foram apreendidas. O Portal Correio teve acesso a um vídeo gravado por um dos motociclistas que integram o clube intitulado “299”, em alusão à velocidade atingida pelos veículos. Assista aqui.
Ao Portal Correio, o inspetor Eder Rommel disse que a PRF desconhece qualquer abuso ou desrespeito a motociclistas. O policial rodoviário também defendeu que a busca por drogas não tem como alvo apenas os motociclistas.
“A postura da PRF não mudou depois da operação. Sempre estivemos atentos ao tráfego de motocicletas porque sabemos que esses são veículos ágeis, comumente usados na prática de crimes, uma vez que é mais fácil fugir com uma moto do que com um carro. Porém, não há nenhum tipo de agressividade nas abordagens. O uso de armas faz parte do serviço policial e a busca por drogas tem como alvo todos os veículos que passam nas rodovias, não somente as motos. Mesmo assim, é importante deixar claro que se uma pessoa diz ter sofrido qualquer tipo de abuso ou não ter sido tratada de maneira idônea, ela tem todo o direito de procurar a superintendência da PRF e formular uma queixa. A partir daí, a conduta dos policiais supostamente envolvidos no caso será analisada”, garantiu.
Segundo a organização do evento, são esperados motociclistas de João Pessoa, Campina Grande e Recife. “Esperamos a participação de todos os integrantes dos motoclubes desta cidade e também de motociclistas comuns. O evento é aberto ao público, qualquer um pode participar”, convidou.

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