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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Unidade de saúde põe aviso dizendo que atendimentos são suspensos por conta da violência

Roubo ocorreu na cidade de Campina Grande. Polícia Militar informou que não pode exercer dupla função e aconselhou que órgãos públicos devem ter vigias para evitar arrombamentos

Polícia | Em 24/02/15 às 18h01, atualizado em 24/02/15 às 18h05 | Por Halan Azevedo
Reprodução/Renatodiniz.com
Aviso dos funcionários mostrou número de arrombamentos
Funcionários de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) do conjunto Severino Cabral, em Campina Grande, tiveram que paralisar as atividades porque o local foi arrombado na madrugada desta terça-feira (24). Esta seria a quarta vez, em menos de dois meses, que a unidade é roubada. Os bandidos teriam levado equipamentos e rasgado fichas de arquivo com registro de mais de 20 anos dos pacientes.



A ação trouxe medo aos funcionários que fecharam a USF e realizaram, na parte da manhã, apenas visitas domiciliares e consultas médicas previamente agendadas. O atendimento foi normalizado após a realização da perícia.

De acordo com o Gerente de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Campina Grande, Miguel Dantas, os arrombamentos a prédios de saúde são constantes e trazem transtornos aos profissionais do município.

“Apenas nessa USF é o quarto arrombamento em quase dois meses. Os bandidos agem praticamente da mesma forma, durante a madrugada, e levam equipamentos, rasgam fichas de atendimento com registros de mais de 20 anos dos pacientes. Tivemos casos que os bandidos defecaram dentro de uma geladeira de vacinas e tivemos que jogar todos os medicamentos fora. A situação é crítica e a população é a mais prejudicada”, afirmou o gerente.

A onda de roubos nas USF de Campina Grande é facilitada pela falta de segurança em algumas unidades. Miguel Dantas relatou que medidas estão sendo tomadas, mas que não possuem garantias que o problema seja resolvido.

“Estamos reforçando a segurança com grades, portões, muros mais altos, cercas elétricas, mas isso não garante que os roubos vão parar. Estamos tomando algumas providências emergências para reforçar a seguranças, mas temos 101 USF’s e ficamos angustiados com a segurança. Nosso temor maior é a segurança dos funcionários e a integridades dos nossos arquivos”, disse Miguel. 

Miguel Dantas confirmou que a insegurança nos bairros facilita a ação dos bandidos, mas ponderou alertando para a dificuldade do trabalho da Polícia Militar. “Sabemos da insegurança que é nos bairros, mas entendemos que é difícil para a PM garantir a segurança da população e chegar a tempo quando existem os arrombamentos nas USF’s de Campina Grande”, concluiu.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado na Polícia Civil.

Posição da Polícia Militar

Procurado pelo Portal Correio, o major Gilberto, assessor da Polícia Militar em Campina Grande, informou que os policiais militares não podem agir como seguranças de prédios públicos, já que essa função é de caráter de vigilância particular.

“A confusão é grande porque estão querendo que a polícia faça a função de polícia e de vigilância de prédio. Esse papel deve ser feito por vigilantes particulares colocados pelos responsáveis de administrar o local. Estão deixando os prédios fechados sem ninguém e isso facilita a ação dos bandidos” falou o major.

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