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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Acreditando não ser o pai da criança, jovem mata filha e tenta se matar no Sertão

Criança morreu durante procedimento cirúrgico; jovem recebia provocações da ex-companheira, que teria dito que o pai seria outro; ele já estava sob custódia da polícia

Polícia | Em 22/02/15 às 18h29, atualizado em 22/02/15 às 20h07 | Por Redação
Reprodução/Google Street View
Município de São Bentinho, no Sertão da PB
Um jovem de 27 anos da cidade de São Bentinho, no Sertão da Paraíba, a 360 km de João Pessoa, ao desconfiar, segundo a Polícia Militar, de que a filha de dois anos não seria dele, atirou com uma espingarda de calibre 12 no abdome da criança, que acabou morrendo no hospital, na tarde deste domingo (22). Após o ato criminoso, ocorrido no bairro Elias Mendes, ele tentou tirar a própria vida com a mesma arma, se ferindo na garganta.


Segundo o Cabo Eudes, da PM da cidade vizinha de Pombal, que assume as ocorrências da região, a companheira do jovem o deixou há cerca de dois meses e foi embora com outro homem, abandonando a filha, que ficou sob os cuidados do pai e da avó paterna.

“Conforme relatos que nos transmitiram, a mãe ligava constantemente para ele e fazia provocações, dizendo que a filha não era dele. Hoje ele havia bebido e, retornando transtornado para casa, encontrou a criança dormindo em uma rede e cometeu o crime”, disse Eudes. O policial informou que vizinhos perceberam o acontecido e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que os conduziu ao hospital de Pombal. 

A criança teve que ser transferida às pressas para Patos, onde morreu durante procedimento cirúrgico. Uma equipe médica daquela cidade entrou em contato com a guarnição de Pombal e confirmou a morte. O pai também seguiria para Patos, pois o ferimento sofrido apresentava complexidade e só poderia ser tratado no município próximo. A PM informou que ele já havia recebido voz de prisão, estava sob custódia e que não correria risco de morte, segundo informações passadas pelos socorristas à guarnição. 

Após receber alta hospitalar, ele seria conduzido à delegacia de Polícia Civil, onde seria autuado.

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