terça-feira, 2 de setembro de 2014

Polícia diz que MST invade fazenda pela 3ª vez, mata animal e incendeia armazém

Caso foi registrado na delegacia de Solânea e, de acordo com o delegado Diógenes Fernandes, um inquérito foi aberto para apurar se o incêndio foi uma ação criminosa provocada MST

Cidades | Em 01/09/14 às 22h28, atualizado em 02/09/14 às 01h14 | Por Naira Di Lorenzo
Portal Correio
Armazém foi incendiado
Pela terceira vez em menos de 13 meses, a fazenda Serrote da Imbiguda, em Casserengue, no Agreste paraibano, teria sido invadida por um grupo de cerca de 40 pessoas ligadas ao Movimento Sem Terra na Paraíba. A última ocupação aconteceu no dia 24 de agosto e de acordo com o proprietário do local, Leonardo Jardelino, um boi teria sido morto a tiro e um antigo armazém teria sido incendiado. O caso foi registrado na delegacia de Solânea, que fica na mesma região.

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Segundo o delegado Diógenes Fernandes, um inquérito foi aberto para apurar se o incêndio foi uma ação criminosa provocada pelo MST. Também está aberta uma investigação para verificar se animais da fazenda estariam sendo sacrificados pelo grupo.

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Assustado com as invasões a sua propriedade, Leonardo Jardelino conta que em uma das ações do movimento, a casa sede da fazenda teria sido alvo de diversos tiros, e ele acabou sendo atingido por uma bala no pé. 

“Na segunda invasão, eu fui surpreendido às 2h30 quando o grupo chegou alvejando a casa onde eu estava. Essa invasão aconteceu no dia 24 de março deste ano. Fiz o boletim de ocorrência na delegacia de Solânea e foi aberta a investigação. Também entrei na justiça com o pedido de reintegração de posse, que só foi concedido no dia 27 de maio. Neste dia, com a ajuda da Polícia Militar, a fazenda foi reintegrada, mas no domingo da semana passada ela foi invadida novamente. Uma mercearia foi incendiada e um boi foi morto com um tiro de uma espingarda calibre 12”, relatou Jaderlino.

Segundo o delegado Diógenes Fernandes, um homem que estaria morando no assentamento Vanderlei Caixe, em Alhandra, acabou indiciado como suspeito de participar da ação, por tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Ele também teria sido ferido com um tiro na barriga e em depoimento acusou que o disparo foi efetuado de dentro da casa, mas, conforme afirmou o delegado, o laudo pericial nega a versão do suspeito. 
“Houve tiros para todos os lados. Foi constado que foi atingido pelo amigo, o que a gente chama de 'fogo amigo'. Não partiu de dentro para fora”, disse. Ainda segundo ele, mais dez pessoas são investigadas por, supostamente, terem participação no crime. O suspeito prestou depoimento, negou as acusações e foi liberado. 
Jardelino informa que a fazenda foi invadida pela primeira vez em julho de 2013 e foi reintegrada após seis meses. Ele afirma que em 2008 o Incra fez uma auditoria na fazenda e comprovou que ela é produtiva, o que impede que seja desapropriada.
“Como sempre existiram os boatos e ameaças, eu ofereci essa propriedade para reforma pelo credito fundiário. Ela foi submetida ao Interpa, que avalia a propriedade e foi feita uma associação. Já havia 72 famílias inscritas para ocupar as terras”, disse.
Portal Correio tentou entrar em contato com representantes do MST na Paraíba, mas as ligações não foram atendidas e ninguém foi encontrado para esclarecer o assunto.

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