quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Debate entre os candidatos ao governo da PB é marcado por troca de farpas e propostas


Debate entre os candidatos ao governo da PB  é marcado por troca de farpas e propostas
 Pela terceira vez nas eleições deste ano, os seis candidatos que disputam o governo do Estado estiveram frente a frente, confrontando propostas e ideais em mais um debate, desta vez, transmitido pela Campina FM. O debate com duas horas de duração, foi dividido em três blocos, sendo que nos dois primeiros, os candidatos fizeram perguntas entre si. O último bloco foi reservado para as considerações finais.

A exemplo dos debates anteriores, o encontro dos candidatos ao Palácio da Redenção foi marcada por troca de farpas entre o atual governador Ricardo Coutinho (PSB), e o senador Cássio Cunha Lima (PSB). O candidato do PMDB Vital do Rêgo (PMDB), também fez críticas ao governo do socialista e ao governo do tucano. Vital no entanto, dedicou maior parte de tempo do espaço para apresentar propostas. Os demais concorrentes, Major Fábio (PROS), Tárcio Teixeira (PSOL) e Antônio Radical (PSTU), também foram taxativos nas críticas feitas as gestões de Ricardo e Cássio.

O candidato reeleição Ricardo Coutinho reservou parte do debate para falar sobre a situação hídrica que vive a cidade de Campina Grande. Ele disse que o seu governo está providenciando a terceira adutora que vai trazer água bruta do açude de Boqueirão até a estação de gravatá, e essa obra vai ajudar a resolver esse problema. Ao ser questionado sobre o porquê de não dar prosseguimento às adutoras de São José I e II, o candidato falou que as obras aprestavam irregularidades e estavam sendo investigadas pelo TCU. Ricardo acrescentou que está sendo criada uma nova rede de adutoras que vão cobrir as regiões de Campina Grande, Cariri e Curimataú.

Provocado por um dos concorrentes, sobe os gastos com a comunicação em sua gestão, RC disse que os valores estão dentro da média. Ele declarou que, se comparado com o orçamento da Prefeitura de Campina Grande, o Estado gastou em quatro anos o que a PMCG tem orçado para um ano. - É importante registrar que a média de gastos que inclui não 29 milhões e estamos no último ano de governo. A PMCG tem neste orçamento 29 milhões e 700 reais. É algo completamente incomparável – ressaltou.

O candidato Cássio Cunha Lima aproveitou o espaço para fazer duras críticas ao governo socialista no que diz respeito a saúde, a educação e a segurança. Segundo ele, a Paraíba vive hoje em total clima de insegurança com o aumento da violência. Cássio também rebateu o socialista afirmando que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, não foi procurado pelo Estado para dar uma declaração de domínio do solo para construção do Parque de Bodocongó, como o mesmo afirmou durante debate.

O tucano disse que a Prefeitura de Campina Grande não recebeu nenhuma solicitação e por isso não podia emitir qualquer certidão. Sobre a avenida João Suassuna, o tucano ainda afirmou que as obras estão sendo realizadas pela gestão municipal, fazendo o convite para que o governador visite e veja o trabalho na avenida. Durante participação no debate promovido pela Rádio Campina FM, o candidato ao Governo da Paraíba, Vital do Rêgo, falou sobre a situação hídrica de Campina Grande.

Ele disse que o problema é grave e não está vendo ações para uma solução definitiva. Vital reforçou que a solução seria a construção das adutoras de São José I e II, que segundo ele, foram iniciadas no governo do PMDB, mas interrompidas na atual gestão. - Tenho a convicção de que São José I II resolveria a situação hídrica de Campina Grande – disse Vital. Ele falou que ao terminar o governo, o PMDB deixou 75% da obra da adutora de São José I pronto. O peemedebista foi questionado sobre a temática das obras de Urbanização do Parque do Bodocongó e os motivos da sua paralização. Vital lembrou que embora o governador do Estado Ricardo Coutinho e o atual prefeito de Campina Grande do PSDB não reconheçam, ele deixou assegurado os recursos para a execução do Projeto de Urbanização e Revitalização do Açude de Bodocongó.

Segundo Vital do Rego, quando exercia a presidência da Comissão de Orçamento do Senado Federal, ele conseguiu destinar R$ 28 milhões para a obra, sendo que deste valor, R$ 8 milhões empenhado já estão garantidos para o início dos serviços que aguarda tão somente certidão da prefeitura para início da obra.

Em sua participação no debate da Campina FM o candidato pelo PSOL, Tárcio Teixeira, disse que o fechamento de escolas da Zona Rural está causando grande transtornos na Educação da população da Paraíba, já que o jovem deixa muitas vezes de estudar, ou se submetem a ser transportado em “pau de arara”. Segundo ele, quando o governador Ricardo Coutinho assumiu o governo da Paraíba desestimulou os moradores da zona rural, quando promoveu o fechamento das escolas.

Ele disse que se eleito vai promover a Educação igualitária, tanto para zona rural, como para a população das cidades, promovendo um avanço na economia da Paraíba.

Criticando a gestão atual do governo estadual, encabeçada por Ricardo Coutinho, o candidato do PSTU, Antonio Radical, disse que o governador espantou os investidores ao informar que a Paraíba estava “quebrada”. Para o candidato, a postura do gestor tem que ser diferente, tem que promover um sentimento de amor a Paraíba, mostrando que existe muito a ser feito, assim como o ex-presidente do Brasil, Lula, fez com os brasileiros.

- A Paraíba não precisa apenas de um gestor, precisa de um líder, para mostrar que a Paraíba precisa crescer e dar as mãos para o desenvolvimento – falou Radical.

Por sua vez, o postulante Major Fábio (PROS) apresentou algumas propostas para a segurança e fez críticas a gestão atual para o setor. Ele foi questionado sobre a segurança hídrica do município de Campina Grande e respondeu afirmando que todos têm culpa e que o atual governo construiu um centro de convenções em João Pessoa, mas que a prioridade deveria ser água para dar de beber aos paraibanos.

- Estão querendo descobrir quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha. Em 1991, 1996 e 2000 um governador do PMDB e agora estamos com um governador do PSB. É irresponsabilidade de quem teve oportunidade de fazer e não fez. Foi feito um centro de convenções, mas acho que a prioridade era dar água para beber aos campinenses, aos sertanejos e aos paraibanos. Todos têm culpa, mas nesse instante só fazem apontar os dedos um por outro – declarou.

Major criticou ainda a postura dos políticos da cidade afirmando que os senadores e deputados federais não se esforçam para adquirir recursos. 

Nos instantes finais do debate, os candidatos ao governo da Paraíba, Major Fábio e Ricardo Coutinho  discutiram de forma acalorada sobre a Segurança Pública do estado. Questionado sobre gastar muito dinheiro para fazer divulgações que não condizem com a realidade, Ricardo declarou que em seu governo a violência foi reduzida em 10%, algo, que segundo ele, é extraordinário.

Em contrapartida, Major Fábio informou que usar dinheiro para divulgar essa redução é um desrespeito as famílias das vítimas. O último bloco do debate foi reservado ainda para as considerações finais dos candidatos. Eles tiveram dois minutos para se despedir dos ouvintes e internautas.  

PBAgora

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