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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Professores da UFPB fazem mobilização nesta quarta e assembleia pode decidir nova greve

Reunião marcada para esta tarde em Brasília, pode decidir se os professores iniciarão movimento grevista. A última paralisação aconteceu em 2012 e durou quatro meses
Cidades | Em 21/05/14 às 07h37, atualizado em 21/05/14 às 09h09 | Por Stefanny Marques
Divulgação/Adufpb
Cerca de 2,1 mil professores da UFPB aderiram a paralisação
Os professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) deliberaram o início de uma paralisação nacional nesta quarta-feira (21) como parte da mobilização em prol da reivindicação dos direitos da categoria. Em todo o Brasil, os docentes que aderiram ao movimento estão organizando ações de panfletagem e mobilizações nas instituições de ensino superior. 
Na Paraíba, os docentes são representados pela Associação de Docentes Universitários da UFPB (ADUFPB) que é filiado ao ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) órgão que congrega o maior número de universidades filiadas no país.
Em assembleia realizada no dia 13 de maio, cerca de 235 docentes decidiram apoiar a paralisação, que tem como principal finalidade chamar a atenção para quatro temas quer interferem na reestruturação da carreira docente.
A melhoria nas condições de trabalho, valorização salarial de ativos e aposentados, reestruturação da carreira docente e respeito a autonomia universitária. Esta última significa que os poderes não devem intervir nas discussões e não sujeitem os serviços das universidades a empresas terceirizadas.
Como é o caso do Hospital Universitário Lauro Wanderley, de João Pessoa, que vem sendo administrado por um convênio do MEC com uma prestadora de serviços. Os professores universitários acreditam que este tipo de atividade limita a atuação docente nos espaços do campus.
Reunião com o MEC 
Está prevista para ás 16h00 uma reunião entre o comendo nacional da ANDES com representantes do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, para apresentar a pauta de reivindicações. Se os diálogos não avançarem a ANDES promete marcar uma data para que seja deflagrado o movimento grevista.
Na Paraíba, as reuniões sobre uma possível articulação grevista acontecem na quinta (22) nos campus de Areias e Bananeiras. E na sexta-feira (23) em João Pessoa e no Litoral Norte. Em 2012, a greve dos professores das instituições federais durou aproximadamente 4 meses e comprometeu os calendários letivos de 2013 e 2014.
Os universitários 
Sensíveis ao movimento dos professores, alguns acadêmicos de cursos da UFPB já decidiram parar de assistir as aulas devido a falta de estrutura física e pedagógica para o pleno exercício da graduação. Estudantes do curso de Odontologia não estão indo as aulas desde o dia 16 deste mês por que o curso não têm condições de oferecer as disciplinas práticas.

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