domingo, 27 de abril de 2014

Paraibanos amanhecem domingo celebrando canonização de Papa João Paulo II e João Paulo III


Paraibanos  amanhecem domingo celebrando canonização de Papa João Paulo II e João Paulo III
 Os paraibanos amanheceram esse domingo (27), vivendo a expectativa da canonização do Beato João Paulo II e João Paulo III. Em todas as Missas programadas para hoje, serão feitas preces e orações ao novo santo da igreja católica. O clima é de alegria e esperança. Logo cedo, muitos paraibanos procuraram acompanhar a cerimônia histórica pela TV ou pela Internet.

O bispo diocesano de Campina Grande dom Manoel Delson, disse que o dia é histórico, de festa e aguardado com muita expectativa. Ele lembrou as ações realizadas por João Paulo II durante o seu pontificado e que revolucionaram o seu tempo. De acordo com o padre Gesner Coube, da paróquia Santíssima Trindade, a celebração deste domingo será uma verdadeira festa em homenagem aos homens

que "revolucionaram o catolicismo". "Os dois papas foram grandes expoentes dos seus ministérios. Eles se tornaram promotores da vida, defendendo-a em todas as suas diretrizes, promovendo a juventude e ressaltando o poder da família", disse.

Para ele, o ato de santificação de João Paulo II, em especial, representa um marco para a comunidade, que leva o mesmo nome do religioso. "A santificação do papa João Paulo II vem coroar toda a nossa devoção por ele. Vem coroar a manifestação de fé e amor que ele mostrou para nós enquanto pessoa, que testemunhou a Jesus Cristo com a sua presença, depois pelo que se promoveu em torno da sua devoção em todos esses anos, com milagres em seu nome", ressaltou.

A cerimônia de canonização dos papas João Paulo II e João XXIII começou às 5h deste domingo (27), na Praça São Pedro, no Vaticano. A canonização dupla reuniu o Papa, em um único evento, o Papa Francisco, e o Papa emérito Bento XVI. A cerimônia contou com mais de 3 milhões de pessoas. Francisco concelebrou missa solene com cinco prelados, entre eles o bispo de Bergamo (cidade natal do italiano João XXIII), Francesco Beschi, e o ex-secretário particular do Papa João Paulo II e arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz.

Os dois novos santos têm caminhos que se entrelaçam. João Paulo II, por exemplo, se encarregou de decretar as "virtudes heroicas" e a beatificação de João XXIII. Juntos. Os dois simbolizam a abertura para o mundo e a confiança de ser católico. Ambos os pontífices, cuja bondade e carisma fizeram com que após sua morte fossem solicitadas suas beatificações por aclamação, atravessaram nos últimos anos um complexo processo de canonização, requisito “sine qua non” para se tornar um santo católico.

João Paulo II será canonizado apenas nove anos após sua morte, em 2005. O segundo milagre atribuído ao polonês Karol Wojtyla, que nasceu em 1920 e liderou a Igreja Católica entre 1978 e sua morte, foi reconhecido pelo Vaticano em julho do ano passado. Já João XXIII, que foi papa entre 1958 e 1963, será canonizado com apenas um milagre comprovado. A cerimônia de canonização tem os mesmos moldes de uma missa e será mais simples, sóbria e sem extravagâncias, segundo o Vaticano. Em 2011, a beatificação de João Paulo II, feita por Bento XVI, durou três dias e custou cerca de US$ 1,65 milhão, reunindo 1,5 milhão de fiéis na praça e arredores, segundo a polícia de Roma.

O Papa Francisco pronunciou as palavras de canonização diante dos retratos gigantes dos dois papas exibidos na fachada da Basílica do Vaticano. Francisco concelebrará uma missa solene com cinco prelados, entre eles o bispo de Bergamo (cidade natal de João XXIII), Francesco Beschi, e o ex-secretário particular do papa João Paulo II e arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz. Vigília

A celebração dos novos santos começou na noite de sábado (26), com a “noite branca de oração”. Diversas igrejas no centro de Roma foram abertas para aqueles que quiserem rezar e se confessar. Neste domingo, após a canonização, a Basílica de São Pedro ficará aberta em um esquema especial, até 1h de segunda-feira (28). Os peregrinos poderão visitar o túmulo dos dois papas, no subsolo da igreja.

Processo A primeira etapa da canonização é ser reconhecido Servo do Senhor. Para isso, os postuladores da causa apresentam um relatório à Santa Sé, que, após examiná-lo, tem que emitir o decreto “Nihil Obstat”. O processo de João XXIII foi aberto em 1965, dois anos após sua morte, enquanto o do pontífice polonês começou no ano de seu falecimento, em 2005, por desejo expresso de seu sucessor, Bento XVI, que eliminou o requisito canônico de se esperar cinco anos após a morte para o início do trâmite da causa. A etapa seguinte consiste em reconhecer suas “virtudes heroicas”, um título que os transforma em Veneráveis Servos do Senhor.

Para que isto ocorra, uma comissão jurídica do Vaticano se reúne para estudar a ortodoxia dos textos que publicaram em vida e para analisar os testemunhos de pessoas que os conheceram.

Em seguida, o relator do processo, nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos, elabora um documento denominado “Positio”. Um compêndio dos relatos e dos estudos realizados pela comissão, assim que aprovado pelo pontífice, concede o título de Venerável Servo do Senhor, o segundo passo em direção à santidade. João XXIII tornou-se Venerável em 1999, mais de três décadas após sua morte, enquanto João Paulo II obteve o título em 2009, quatro anos depois de seu falecimento.

Milagres

Após serem considerados Veneráveis, o passo seguinte é o da beatificação. Ser beato, ou bem-aventurado, significa representar um modelo de vida para a comunidade e, além disso, que essa pessoa tem a capacidade de agir como intermediário entre os cristãos e Deus.

Por esta razão, para alcançar este grau, é imprescindível o testemunho de um milagre que tenha sido realizado graças à intercessão do Venerável. Ao papa italiano foi atribuída em 2000 a cura da religiosa italiana Caterina Capitani, que esteve a ponto de morrer por uma perfuração gástrica hemorrágica com fístula externa e peritonite aguda. Ela conta que, após pedir um milagre a João XXIII, conseguiu sobreviver. Já ao papa polonês são atribuídas centenas de milagres, embora para sua beatificação, em 2011, tenha sido imprescindível o caso da freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria de Parkinson (a mesma doença que João Paulo II tinha) e cuja cura, de acordo com os médicos externos convocados pelo Vaticano, “carece de explicação científica”.

PBAgora

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