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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Votação da comissão do impeachment presidida por Lira deve ser concluída por volta das 15h


Votação da comissão do impeachment presidida por Lira deve ser concluída por volta das 15h
 A expectativa de integrantes da Comissão Especial de Impeachment no Senado é de que a votação desta sexta (6/5) que decidirá sobre a admissibilidade do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff esteja concluída por volta das 15 horas. A abertura da sessão que irá votar o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo, está marcada para as 10 horas. Hoje, a comissão deu início à discussão do parecer, depois da apresentação da defesa da presidente, feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Anastasia fundamentou seu parecer favorável ao impeachment. Na sessão de amanhã, apenas os 23 líderes de partidos e blocos partidários terão o direito à palavra, num intervalo de 10 minutos. Ao final, os 21 senadores da comissão apresentarão o seu voto aberta e individualmente. Ainda não há uma decisão fechada da assessoria legislativa. A avaliação no Senado é de que a sessão seja bem rápida, mas todo o trâmite ficará sujeito a mudanças do presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB). A tendência é que haja uma série de questionamentos antes da apreciação do mérito. Depois de todos os apartes, Lira pedirá chamará um a um dos 16 líderes partidários e os sete líderes de blocos. Cada um deles terá 5 minutos para fazer o encaminhamento de voto das respectivas bancadas que lideram. A previsão máxima desses pronunciamentos é de uma hora e meia. São 11 partidos com assento no colegiado, podendo ser ampliado, a critério do presidente da comissão, para os líderes dos partidos no Senado (são 16 partidos com representantes na Casa). Em seguida, o presidente da comissão chamará os 21 senadores titulares da comissão para proferir seu voto. Como a reunião vai ocorrer na sala da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os senadores devem votar por meio do painel eletrônico ao mesmo tempo. Votam os titulares e, se houver falta de algum dos senadores, convoca-se os suplentes dos respectivos blocos partidários. O presidente só vota em caso de empate. Se for aprovado na comissão, o processo vai a votação no plenário do Senado na próxima quarta-feira.

Redação

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