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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Vereador diz que usou 400 L de água de carro-pipa para obra de laje, não em piscina

Joãozinho da Estaca, presidente da Câmara de Mamanguape, alega que não sabia da utilização da água

Cidades | Em 06/10/15 às 09h36, atualizado em 06/10/15 às 10h53 | Por Redação
Reprodução
Casa do vereador passa por obras
O presidente da Câmara Municipal de Mamanguape, Joãozinho da Estaca, está sendo criticado por usar água fornecida por um caminhão-pipa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de forma irregular. Um vídeo que circula na internet desde o fim de semana mostra o veículo estacionado em frente à casa do vereador. Segundo o autor das imagens, a água estaria sendo usada para abastecer a piscina da casa do parlamentar.

Em conversa com o Portal Correio, na manhã desta terça-feira (6), Joãozinho da Estaca assumiu que o caminhão-pipa atendeu uma demanda da sua residência, mas negou que a água tenha sido usada para encher uma piscina.
“A minha casa está em obras e a piscina sequer foi montada. O que aconteceu foi o seguinte: na localidade que eu moro falta água com frequência e o abastecimento foi suspenso bem na hora em que pedreiros realizavam um serviço na laje da casa. A atividade não podia ser interrompida, então um dos trabalhadores, que é amigo do motorista do caminhão-pipa, pediu que ele fosse até lá e fornecesse a quantidade necessária para a finalização do serviço”, disse.
O vereador afirmou ainda que não estava em casa no momento da utilização do caminhão-pipa. “Os pedreiros tentaram me consultar, mas eu estava viajando e não atendi as ligações. Se eles tivessem conseguido falar comigo, eu jamais permitiria o uso daquela água”, garantiu.
Questionado se iria pagar pelo uso da água, o presidente da Câmara de Mamanguape desconversou e defendeu que a quantidade usada foi pequena.
“Foram usados apenas 400 litros. E segundo o secretário de Transportes da prefeitura, Paulo Henrique, o único problema é que o fornecimento da água foi feito em um sábado, o que saiu do cronograma de atividades do caminhão-pipa. Se a solicitação tivesse sido feito em dias de semana, não teria problema. Qualquer pessoa da cidade teria esse direito, não somente eu pelo fato de ser vereador”, argumentou.
A reportagem tentou contato com a Cagepa para saber o posicionamento da companhia a respeito do ocorrido, mas as ligações não foram atendidas. 

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