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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Cinco escolas desfilam no 2º dia do Carnaval Tradição em JP; veja como está o trânsito

Unidos do Roger, Pavão de Ouro, Malandros do Morro, Império do Samba e Independente de Mandacaru desfilam no próximo domingo

Mais entretenimento | Em 15/02/15 às 08h13, atualizado em 15/02/15 às 08h14 | Por Redação
Divulgação
2º dia de Carnaval Tradição terá cinco desfiles
As escolas de samba são as estrelas que brilharão no domingo (15), segundo dia de desfiles do Carnaval Tradição 2015. A programação será aberta às 19h30, com a passagem da Unidos do Roger, seguida da Pavão de Ouro, a Malandros do Morro, Império do Samba e fechando com a campeã de 2014, a Independente de Mandacaru. Veja como fica o trânsito nos locais do desfile.

Unidos do Roger
A Unidos do Roger que roubou da Pavão de Ouro o posto de caçula das escolas de samba, levará nesta estreia o samba-enredo “Um baile de máscaras para os 100 anos de Carnaval Tradição”, em que promove um resgate pela história da evolução das máscaras de carnaval pelo mundo, numa leitura que atravessa o Egito Antigo, Veneza, aportando também por terras brasileiras. “Faremos um grande baile de máscaras na avenida”, promete a presidente Fernanda Benvenutty, carnavalesca que também participou da fundação da Império do Samba e da Pavão de Ouro. Duzentos e cinquenta integrantes da escola verde, rosa e branca se dividirão em sete alas e três carros alegóricos.
Pavão de Ouro
Com apenas meia década de desfiles no currículo, a escola Pavão de Ouro, do bairro São José, explorará o luxo e a vaidade com o samba-enredo “Espelho, espelho meu: hoje eu vou enfeitar o meu pavão”. A azul e dourado terá dois carros alegóricos, cinco alas, 50 bateristas e, especialmente, uma ala de baianas e comissão de frente sobre as quais repousam todas as esperanças do presidente, Allan Amâncio da Silva. “Faz um mês que varamos madrugadas aprontando os últimos adereços e fantasias antes do desfile”, diz, ansioso.
Malandros do Morro
A escola de samba Malandros do Morro é uma das agremiações mais conhecidas do carnaval da Capital. Nascida no bairro da Torre, a Associação Recreativa Escola de Samba Malandros do Morro foi fundada em 1956 por três amigos (Severino Cândido, Maria Eugênia e Gilberto Souza) antenados com as iniciativas cariocas de promoção do samba e das questões da comunidade negra.
No início, nasceu como Batutas do Samba (e depois Batutas do Ritmo, nome duplicado no convívio com seus primeiros participantes). Três meses depois, Maria Eugênia rebatizou a escola para o atual nome.
As cores iniciais, azul e branca (numa referência talvez à Portela, como ainda se mantém), mudaram, dois anos depois, para verde e branca, em consonância com os aspectos ecológicos do bairro de origem (por vezes, sobrepondo-se o azul às demais cores).
Nesse meio século de existência (e com o Carnaval passando a ser competitivo desde 1961), sagrou-se 23 vezes campeã. A escola desenvolve diversos programas de cunho social que envolvem a comunidade do bairro (como bateria-show, escolinha de ritmistas, oficina da fantasia, oficina da alegoria e encontros socioculturais com seus agregados).
Império do Samba
Originária do Baixo Róger e com dez anos de história, a Império do Samba aposta no samba-enredo “Mãos que entrelaçam no Nordeste” para adicionar o sexto título à coleção. “O samba destaca o papel do artesanato, e do seu artífice, o artesão, para o engrandecimento regional”, explica o presidente da agremiação, Ednaldo Travassos, o Mano. A música foi composta por Kojac do Banjo e Potyzinho Lucena, dois experimentados sambistas e “chorões”.
Ano passado, a escola, que foi vice-campeã, levou para a avenida uma apresentação sobre a evolução da humanidade a partir da história de Adão e Eva, com o tema “Da sedução à tentação: uma história de amor da costela de Adão”. A agremiação vermelha, branca e dourada atualmente conta com 250 participantes.
Independente de Mandacaru
Fundada em 1985, a atual vencedora do Carnaval Tradição vai levar para a Beira Rio o samba-enredo “Nesse jogo eu sou vencedor”, em que trabalhará o tema do esporte em toda a sua riqueza.
São 300 participantes que têm as cores da bandeira canarinho estampadas em dez alas, 18 destaques, três carros alegóricos, três tripés e 60 batuqueiros. “Vamos vir com tudo para vencer mais uma vez seguida”, aposta José Carlos Pereira da Silva, o Loril, presidente da escola.
Em 2014, a Independente sagrou-se vencedora ao explorar o mundo dos sonhos e do imaginário, com o samba-enredo “Balabadim: a minha mágica é assim”. Foi a consagração depois do terceiro lugar conquistado em 2013.
Estrutura
O desfile das 42 agremiações do Carnaval Tradição conta com uma estrutura que inclui duas arquibancadas com capacidade para 12 mil pessoas, mais camarotes para jurados, imprensa e portadores de deficiência, um pórtico e um painel de led que fará a contagem do tempo para a sua passagem. Cinquenta banheiros (dez desses adaptados) também serão instalados. A montagem começou nesta quarta (11).
Julgamento e campeões
Uma comissão julgadora formada por sete membros atribuirá notas de 0 a 10 com base em critérios estabelecidos para cada uma. “Para as escolas de samba, eles se fixarão em oito: fantasias, conjunto, harmonia, evolução, dupla de mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegorias e adereços e samba-enredo”, enumera o presidente da Liga Carnavalesca de João Pessoa, Beto Costa.
Prêmios
Os ursos vencedores do Carnaval Tradição serão anunciados na segunda-feira (16), às 22h. Já as agremiações campeãs restantes serão conhecidas na quarta (18), às 10h.  
As campeãs desta edição do Carnaval Tradição vão levar troféus e um prêmio em dinheiro para casa. Para as escolas de samba, tribos indígenas e clubes de orquestra, a premiação será no valor de R$ 3,5 mil para a terceira colocada, R$ 5 mil para a vice e R$ 7,5 mil para a campeã. Para os ursos, de R$ 3,5 mil, R$ 5 mil e R$ 7 mil.

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