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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Atrevidas e desinibidas, Virgens de Tambaú desfilam irreverência no circuito da folia da Capital

Segundo estimativa da Polícia Militar, aproximadamente 500 mil pessoas acompanharam o desfile, que foi puxado por diversas atrações musicais.

Mais entretenimento | Em 09/02/15 às 08h59, atualizado em 09/02/15 às 09h03 | Por Redação
Divulgação
'Virgens de Tambaú' levam irreverência às ruas da Capital
Não basta se travestir, tem que ser desinibida. Esse é apenas um dos lemas do bloco Virgens de Tambaú. Espalhando alegria, bom humor e muita irreverência, o bloco arrastou uma multidão desde o circuito Via Folia até o Busto de Tamandaré, na noite deste domingo (8). Segundo estimativa da Polícia Militar, aproximadamente 500 mil pessoas acompanharam o desfile, que foi puxado por diversas atrações musicais.
A cantora Gracinha Teles foi quem se encarregou de saudar as milhares de Virgens que se concentraram na Via Folia, circuito instalado em um trecho da Avenida Epitácio Pessoa. Bastaram os primeiros versos do hino oficial do bloco para uma verdadeira euforia tomar conta da avenida. Gritos, poses e acenos surgiam de toda parte, contagiando o público ao longo do desfile.
Desfile, aliás, que, no Folia de Rua, as Virgens de Tambaú dão um toque todo especial, com as fantasias pra lá de irreverentes. Homens vestidos de mulher são a verdadeira essência do bloco. Tinha Mulher Maravilha, enfermeiras, colegiais e até personagens da Disney, como a Miney, fantasia usada por Welton Pereira de Souza, 27 anos. “São sete anos consecutivos se vestindo sempre de personagens diferentes. A escolha da Miney é um sonho de criança”, brincou.
As várias atrações musicais não deixavam as Virgens ficarem paradas. Muito frevo com os artistas da terra Jairo Madruga, Liss Albuquerque, Raiany Stefany, Forró Bakana Elétrico e a Banda Megaxé. O axé baiano com Gilmelândia, da cantora Gil, ex-Banda Beijo e Eletricaz, arrastou a multidão até o Busto de Tamandaré. Lá, as bandas Regaton, Osorno, a dupla Yuri e Will e o Clube do Samba se apresentaram num palco para uma multidão.
A parte final do desfile das virgens revelou outro lema importante para quem gosta de seguir o bloco: ter espírito carnavalesco acima de qualquer coisa. Vale até dar um jeitinho para entrar no clima da festa, como fez Alex Muniz, 23, que pegou o vestido da mulher para cair na folia. “Eu espero o ano inteiro para participar das Virgens. Toda vez tenho que recorrer as roupas da minha mulher. Dessa vez peguei um vestido que ela mesma sugeriu”, revelou.
O bloco As Virgens de Tambaú surgiu no ano de 1987, quando um grupo de atletas da seleção de vôlei da Universidade Federal da Paraíba, travestidos de mulher, desistiu de brincar o carnaval em Olinda, Pernambuco. O motivo, o veículo que costumavam alugar - uma Kombi – quebrou ainda no bairro de Tambaú. Foi o suficiente para que eles desistissem da viagem e começassem a construir ali mesmo uma nova história.
Uma história que começou com dezenas de integrantes, passou para centenas e hoje são milhares. Milhares que, a cada ano, engrandecem as prévias carnavalescas de João Pessoa. Com alegria, brincadeiras e muito bom humor, o bloco mais uma vez deixa o seu recado no Folia de Rua. “O carnaval é uma festa popular onde não há preconceito e a diversidade dialoga com a sociedade. É muito bonito ver as pessoas festejando juntas”, disse Márcia Felix, folia, seguindo os passos das Virgens.

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