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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bica apresenta macacos, anta, tamanduá-mirim e gaviões como novos habitantes

Animais vieram de diferentes lugares; segundo diretor do parque, espécimes são atrações na parte de entretenimento, mas também na área de pesquisa e conservação

Ciência e Tecnologia | Em 30/10/14 às 19h34, atualizado em 30/10/14 às 19h41 | Por Redação
Divulgação
Um dos novos macacos da Bica
O Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) passa a contar com mais seis animais em suas dependências. Trata-se de um macaco da Savana, um macaco Rhesus macho, um tamanduá-mirim, uma anta e dois gaviões, sendo um da espécie Quiri-quiri e outro da Carrapateiro.


Os animais vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de Fortaleza, da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco e da Polícia Ambiental da Paraíba.

Jair Azevedo, diretor do Parque, ressalta que esses animais são atrações na parte de entretenimento, mas também na área de pesquisa e conservação das espécies. “A anta é um animal que está vulnerável em relação ao seu status populacional. Por isso, vamos trabalhar a reprodução, inclusive para futura reintrodução na natureza, formando plantel com outros zoológicos e entrando num programa de conservação da espécie. Já o macaco da Savana é um animal exótico e bastante interessante”.

Azevedo explica ainda que, além de oferecer local apropriado para os animais, o zoológico tem o intuito de trabalhar os gaviões fazendo uso de falcoaria, através do Centro de Reabilitação de Aves Silvestres. Já com relação à anta e ao macaco da Savana, os profissionais da Bica irão tentar conseguir uma fêmea para acasalamento. “Com a chegada da anta, a Bica poderá ser incluída novamente no projeto Minha amiga é uma Anta, da Sociedade de Zoológicos do Brasil”, afirmou.

Origem

O tamanduá-mirim foi encontrado em uma lavoura, em Jacumã, e entregue à Polícia Ambiental, que o encaminhou à Bica. Por ser ainda filhote, passa boa parte do dia no setor de neonatologia, aos cuidados dos veterinários do Parque.

Com relação ao macaco Rhesus, a origem é diferente. Ele foi abandonado numa cidade do interior do estado de Pernambuco, dentro de uma gaiola, e a Agência Estadual de Meio Ambiente local resgatou o animal e o entregou aos cuidados do Parque Arruda Câmara, onde já existem duas fêmeas. Por ter sido encontrado em condições adversas e necessitando de tratamento, o macaco precisou ficar em quarentena e passar por avaliação clínica. “Esse macaco é um animal relativamente jovem, mas que estava muito castigado pelas condições em que estava sendo criado. Ele está obeso e com problemas dentários, então estamos recuperando a saúde do animal para depois ele ficar junto das duas fêmeas que temos”, informou o diretor. 

Cetas

O Cetas tem como objetivo receber, identificar, avaliar, reabilitar e destinar animais silvestres, provenientes de resgates ou entrega voluntária de particulares, para os zoológicos que tiverem interesse em abrigar os animais. Para receber os espécimes, é necessário que a direção do zoológico entre em contato, faça todo o processo legal para que o Ibama realize vistoria e verifique se o local tem condições de acolhimento. Só a partir daí que é autorizada a doação.

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