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quinta-feira, 17 de julho de 2014

PB tem 400 à espera de transplante de rim

Paraibano necessitado de transplante renal pode ficar até cinco anos na fila de espera; tempo é reduzido nos casos de doadores vivos.

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Rizemberg Felipe
Pesquisas mostram que morrem 10% das pessoas que entram em hemodiálise no primeiro ano
A Paraíba possui fila de espera por transplante de rim de aproximadamente 400 pacientes, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ontem pela manhã em Campina Grande, o Instituto Social de Assistência à Saúde (Isas) e o Hospital Antônio Targino (HAT) – único do Estado capacitado para realizar a cirurgia – realizaram um evento para chamar atenção para a importância da doação de órgãos e celebrar o 200° transplante realizado na unidade. Até o início do ano que vem, o hospital também passará a realizar transplantes de fígado.
De acordo com o presidente do Isas e coordenador do Departamento de Transplantes do HAT, médico Rafael Maciel, apesar da fila, que faz com que um paciente espere até cinco anos pelo transplante, caso seja um doador falecido, são realizados em média 50 procedimentos por ano na unidade, o que inclui o serviço entre os 30 no país que realizam 50 ou mais transplantes por ano, no universo de 168 serviços habilitados.
“Esse ano a gente vai realizar essa média de 50 a 55 transplantes. Transplantamos gente de tudo quanto é lugar, não só do Nordeste, temos pacientes que vêm até do Rio de Janeiro, que tem parentes que moram aqui e sabem que nós temos a tecnologia”, afirmou.
O médico Rafael Maciel esclareceu que no caso de doador vivo, que geralmente é da família do paciente, o tempo de espera é reduzido em dois ou três meses. “Hoje, a tecnologia tem condições de cuidar do paciente muito bem. Tenho pacientes aqui na hemodiálise há 20 anos, mas quanto mais se espera menos se tem oportunidade de viver. Pesquisas mostram que morrem 10% das pessoas que entram em hemodiálise no primeiro ano. É uma média mundial”, frisou.
Com relação ao credenciamento que vai habilitar a instituição a realizar transplante de fígado, Maciel informou que uma equipe do Ministério da Saúde (MS) deve visitar a unidade em dois meses, para avaliar a estrutura. “Estamos preparados para isso, mas existe um processo no Ministério da Saúde e estamos na fase dois de credenciamento. Já houve a primeira visita e acredito que em mais um mês ou dois deverá haver a outra para que até o final do ano a gente também inicie o transplante de fígado. Hoje nós estamos comemorando os 200 transplantes de Campina Grande, que é um marco para a Paraíba”.
Segundo o médico Rafael Maciel, o próprio setor de Hemodiálise do Hospital Antônio Targino encaminha pacientes para a fila do transplante, mas o paciente pode procurar espontaneamente o Isas, que fica localizado ao lado do hospital, ou a própria unidade hospitalar para realizar o cadastramento.
 

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