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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Conselho Regional de Medicina pode interditar três hospitais no Sertão e Cariri

Durante fiscalização, a entidade constatou que as unidades estão funcionando sem condições necessárias para garantir o atendimento aos pacientes, o sigilo das consultas e o trabalho dos profissionais
Saúde | Em 10/04/14 às 07h38, atualizado em 10/04/14 às 07h45 | Por Jornal Correio da Paraíba/Daniel Motta
Reprodução/Internet
Conselho Regional de Medicina - PB
Três hospitais e 12 unidades básicas de saúde (UBSF) de cidades do Sertão e Cariri deverão ser interditados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-PB), nos próximos dias. Durante fiscalização, a entidade constatou que as unidades estão funcionando sem dispor das condições mínimas de estrutura necessárias para garantir o atendimento aos pacientes, o sigilo das consultas e o trabalho dos profissionais. Falta de estrutura física dos consultórios médicos. Somente este ano, seis UBSF’s já foram interditadas, sendo quatro em João Pessoa, uma em Itatuba e uma em Campina Grande. Em 2013, foram feitas 35 interdições. 

De acordo com o diretor de fiscalização do CRM, Eurípedes Mendonça, as inspeções realizadas, sobretudo do interior do Estado, mostram que muitas unidades de saúde funcionam sem estrutura física adequada. “Entre os principais problemas verificados estão, consultórios sem privacidade, onde as consultas feitas pelos médicos aos pacientes acabam sendo expostas para outras pessoas, que estejam próximas. É o que chamamos de ‘consulta vazada’, o que não é ético acontecer. Há caso de consultório sem porta e as pessoas da unidade escutando a consulta. Em outra cidade do Sertão, a sala de ultrassonografia era aberta e todo mundo via a paciente fazendo o exame sem roupa. Se acontecer isso é porque as salas que são oferecidas para o médico trabalhar. Em outros casos, só tem metade de uma parede. Há situações em que a sala não tem ar-condicionado e por isso deixam a porta aberta”, disse Eurípedes.

Segundo o diretor, nas unidades alvo de interdição e naquelas que já foram interditadas este ano, chegam a faltar equipamentos essenciais para os procedimentos. “Temos casos de hospitais com esses problemas, mas na maioria dos casos, a fiscalização constata mais problemas nas unidades básicas de saúde. Sempre que isso é constatado, vamos até o estabelecimento e procedemos com a interdição para que a situação seja resolvida”, comentou o médico.

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