sábado, 5 de abril de 2014

Coca-Cola é condenada em R$ 15 mil por corpo estranho em garrafa

Coca com ratoDe acordo com o consumidor, em 25 de março de 2009, ele foi almoçar em um restaurante e, após ter ingerido cerca de 200 ml do produto, percebeu um objeto misturado ao líquido dentro da garrafa. A situação teria causado grande constrangimento por causa da reação das pessoas. Além disso, o homem alegou que a ingestão do objeto poderia ter causado prejuízos à sua saúde.
Em defesa, a empresa alegou que é impossível a contaminação de produtos dentro da linha de produção, já que o processo de engarrafamento é totalmente automatizado, obedecendo a padrões de segurança e de qualidade.
Na sentença, o juiz da 20ª Vara Cível de Belo Horizonte, Renato Luiz Faraco, afirmou que o Código de Defesa do Consumidor determina que os produtos e os serviços colocados no mercado de consumo não podem oferecer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores e que são os fornecedores do produto os responsáveis por possíveis problemas. Para o magistrado, o corpo estranho encontrado na garrafa de refrigerante expôs o consumidor a risco eminente e concreto de lesão à saúde. Cabe recurso da decisão.
Em nota, a Coca-Cola Femsa informou que “a Spal decidiu recorrer para, dentre outras questões, buscar a possibilidade de realização de prova técnica em suas linhas de produção, com o intuito de comprovar a impossibilidade de que o corpo estranho tenha sido inserido na embalagem durante seu processo produtivo, prova esta que lhe foi negada. Além disso, a empresa não teveacesso ao produto, que já estava aberto no momento da reclamação, impossibilitando, assim, uma análise técnica da embalagem”.
“A unidade de Belo Horizonte (MG), local onde foi fabricado o produto em questão, possui equipamentos de inspeção de alta precisão, assim como todas as fábricas da Indústria Brasileira de Bebidas S/A. Esse sistema de controle de qualidade passa por vários testes de eficiência ao dia, o que impossibilita que uma embalagem saia da fábrica com qualquer corpo estranho, como o apresentado pelo cliente de Minas Gerais”, completou a empresa.
Fonte: Terra

Nenhum comentário:

Postar um comentário