20/11/2012 - 10h34
Bruno destitui advogado; julgamento de ex-mulher é adiado
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PAULO PEIXOTO
ROGÉRIO PAGNAN
ENVIADOS ESPECIAIS A CONTAGEM
ROGÉRIO PAGNAN
ENVIADOS ESPECIAIS A CONTAGEM
Atualizado às 11h23.
O goleiro Bruno pediu destituição dos seus dois advogados Rui Pimenta e Francisco Simim no início do segundo dia do julgamento em que ele e outros três réus são acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, em junho de 2010. Os pedidos geraram confusão e tumulto no plenário.
O julgamento parou logo no início, por dez minutos, para que Bruno pudesse conversar reservadamente com os advogados da sua ex-mulher, Dayanne de Souza, e da sua ex-namorada Fernanda Castro.
Os defensores Carla Silene e Francisco Simim se retiraram da sala de audiência para conversar com o goleiro. Na volta, Bruno comunicou à juíza que estava desistindo Pimenta.
O advogado disse que ficou surpreso com a decisão de Bruno, mas que irá respeitar. "Eu fui surpreendido [com a decisão]. Ele quis mudar de estrégia", afirmou, ao deixar o fórum.
Em seguida, o goleiro quis destituir também seu outro advogado, Simim, alegando que ele defende Dayanne e que isso poderia causar eventual prejuízo em caso de eventual discordância.
O promotor Henry Castro interveio, alegando que a preferência no julgamento é para os réus presos e defendeu que Simin deixasse a defesa de Dayanne.
A juíza, então, desmembrou o julgamento de Dayanne e informou que a nova data será marcada juntamente com a do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Durante o impasse Dayanne chorou e deixou o plenário sem falar com os jornalistas, dizendo que "não estava com cabeça" para falar nada.
1º DIA DE JULGAMENTO
Bruno e Macarrão estão sendo julgados por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza. Eles negam a existência do crime, já que o corpo nunca foi encontrado. Também estão sendo julgadas por sequestro e cárcere privado a ex-mulher e a ex-namorada de Bruno.
O primeiro dia do julgamento foi marcado por tumulto, atrasos, abandono de advogados e apenas uma testemunha ouvida. A sessão que estava prevista para começar às 9h só foi iniciada por volta das 12h.
A primeira pessoa ouvida no plenário foi Cleiton da Silva Gonçalves, ex-motorista de Bruno, que confirmou ter ouvido Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, dizer que Eliza "já era" e que seu corpo havia sido jogado para cães.
Os réus Bola e Macarrão já haviam deixado o fórum. Macarrão passou mal e foi dispensado da sessão pela juíza.
Eliza teria morrido porque queria que o ex-goleiro do Flamengo pagasse pensão para o filho, que até então ele não reconhecia. Em um vídeo feito em 2009, quando ainda estava grávida, ela dizia que Bruno ameaçou matá-la se ela não abortasse.
Goleiro Bruno
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Bruno pediu destituição do advogado que também defendia a ex-mulher no caso Eliza Samudio; júri de Dayanne foi adiado

















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