Nos pênaltis, Brasil vence Argentina e leva o bi do Superclássico
Seleção perde por 2 a 1 nos 90 minutos, mas hermanos desperdiçam duas cobranças - uma delas defendida pelo estreante Diego Cavalieri - e ficam com o vice na Bombonera
LANCEPRESS! - 22/11/2012 - 00:19 Buenos Aires (ARG)
O Brasil precisou das penalidades máximas para levar, pela segunda vez consecutiva, a taça do Superclássico das Américas. Após derrota no tempo regulamentar por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, a Seleção venceu a Argentina por 4 a 3.
Desta vez, o time de Mano Menezes comemora o título na casa dos hermanos, na mística Bombonera, que não pulsou tanto quanto nas partidas do Boca Juniors.
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> Brasil conquista o bicampeonato do Superclássico das Américas
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Sem convencer e apesar das críticas, a equipe canarinho havia vencido a partida de ida, no Serra Dourada, por 2 a 1. Mais uma vez, mesmo que no Superclássico das Américas, o Brasil fez um freguês. Aquele que a torcida mais gosta.
O JOGO
Um jogo extremamente parelho. O Brasil, que tinha a vantagem do empate, iniciou melhor porque teve vontade de ficar com a bola. Quando passou a jogar na base dos lançamentos, permitiu que a Argentina tivesse o domínio, ainda que não tenha sido claro.
Apenas um voleio de Martínez assustou o estreante Diego Cavalieri. As jogadas pelo alto dos pés de Montillo também arrancaram suspiros de "uh" em La Bombonera. Nada além disso.
![]() Scocco fez os dois gols da Argentina em Buenos Aires (Foto: Alejandro Pagni/AFP) |
Na base dos lampejos de Neymar, a Seleção Brasileira tentou arrancar em velocidade e criou as melhores ocasiões. A própria joia do Santos perdeu chance clara ao tentar colocar por cima de Orión.
Quando Arouca participou das tramas, a bola chegou redondinha na frente, embora jogar com três volantes nunca é uma opção saudável para o time verde-amarelo.
O jogo no segundo tempo foi mais cadenciado até as redes balançarem. A Argentina parecia sem vontade de ganhar o Superclássico e, com este tipo de comportamento, seguiu sem assustar a Seleção Brasileira. Até Martínez cair fora da área e o árbitro chileno dar pênalti. Scocco, que substituiu o palmeirense Barcos, bateu forte, tirou de Cavalieri e abriu o placar aos 37 minutos.
Antes, o Brasil foi cozinhando a partida, se resguardando dos perigos e parou de se arriscar na frente. Até porque Arouca, o "maestro" do time até então, foi sacado pelo professor Mano para a entrada de um perdido Jean.
Com fama de matador, a primeira bola que chegou para Fred foi para as redes. O artilheiro do Brasileirão com 19 gols, deixou tudo igual no minuto seguinte, à la Fluminense na campanha do título brasileiro. Um balde de água fria na cabeça dos hermanos!
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| Fred empatou o Superclássico na Bombonera no fim do segundo tempo (Foto: Mowa Press) |
Porém, a garra característica dos anfitriões resolveu aparecer no apagar das luzes. Montillo arrancou, fez grande jogada e colocou Scocco na boa para deixar os argentinos na frente novamente. O gol levou a partida para a decisão nos pênaltis, vencida pelo Brasil. Martínez, do Corinthians, parou nas mãos de Cavalieri. Montillo isolou. Carlinhos foi o único a desperdiçar uma cobrança pela Seleção, que teve Thiago Neves, Fred, Jean e Neymar balançando as redes e garantindo o bicampeonato.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 2 (3) X (4) 1 BRASIL
ARGENTINA 2 (3) X (4) 1 BRASIL
Local: La Bombonera, em Buenos Aires (ARG)
Data e hora: 21/11/2012, às 22h (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondría (CHI) e Carlos Astroza (CHI)
Data e hora: 21/11/2012, às 22h (horário de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondría (CHI) e Carlos Astroza (CHI)
Cartão amarelo: Guiñazú (ARG); Réver, Fred (BRA)
Cartão vermelho: nenhum
Gols: Scocco, 37'/2º (1-0); Fred, 38'/2ºT (1-1); Scocco, 46'/2ºT (2-1)
Cartão vermelho: nenhum
Gols: Scocco, 37'/2º (1-0); Fred, 38'/2ºT (1-1); Scocco, 46'/2ºT (2-1)
ARGENTINA: Orión; Lisandro López, Sebá e Desábato; Peruzzi, Cerro (Ahumada, 40'/2ºT), Guiñazú, Montillo e Vangioni; Martínez e Barcos (Scocco, 23'/2ºT). Técnico: Alejandro Sabella
BRASIL: Diego Cavalieri, Lucas (Bernard, 27'/2ºT), Réver, Durval e Fábio Santos (Carlinhos, 17'/2ºT); Ralf, Arouca (Jean, 22'/2ºT), Paulinho e Thiago Neves; Neymar e Fred. Técnico: Mano Menezes
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