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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Menor confessa que matou professor em JP: "só parei de esfaquear quando vi que não respirava"

Segundo a polícia, o adolescente teria alegado que o professor queria manter relações sexuais com ele

Polícia | Em 01/06/16 às 12h56, atualizado em 02/06/16 às 07h57 | Por Redação
Reprodução/ Facebook
Jair Figueiredo foi morto dentro de casa
Um adolescente de 16 anos foi detido, na manhã desta quarta-feira (1º), suspeito de ter matado com cerca de 40 facadas o professor e cabeleireiro Jair Gomes Figueiredo Júnior, 38 anos, no dia 17 de maio, na casa dele no bairro de Mangabeira 8, em João Pessoa. O menor foi detido em Alagoa Grande, a 103 km da Capital, após denúncias no 197, e teria confessado que matou a vítima porque ela teria tentado manter relações com ele.



De acordo com o delegado Reynaldo Nóbrega, o professor e o adolescente tinham amigos em comum e se conheceram um dia antes do assassinato. Essa amizade em comum o levou até a casa da vítima em Mangabeira para uma festa, que começou na noite de 16 de maio e terminou na manhã seguinte, com consumo de bebidas. Nóbrega disse que, com base no depoimento do adolescente, ele e o professor ficaram sozinhos, depois que todas as outras pessoas que participavam da festa foram embora, e a vítima teria tentado manter relações sexuais com o adolescente.

Ainda conforme o delegado, com base no relato do suspeito, o menor disse que não era homossexual, momento em que o professor teria se armado com uma faca. Essa arma teria sido tomada pelo suspeito, que alegou legítima defesa e esfaqueou o professor até a morte. “Ele contou no depoimento que só parou de esfaquear quando percebeu que a vítima não respirava mais”, disse Nóbrega, a partir do relato do adolescente, que teria alegado ainda que está arrependido. A autoridade falou que foram dezenas de perfurações.

Nóbrega disse à TV Correio que descartou a hipótese de legítima defesa por conta da violência do crime. “Se ele não queria manter relações com a vítima, por que simplesmente não foi embora? Ele desferiu dezenas de perfurações... Descarto a tese de legítima defesa”, falou o delegado.

No dia do crime, o adolescente fugiu sem roubar nada e se escondeu na casa de parentes, em Alagoa Grande. O delegado Reynaldo Nóbrega contou que a polícia recebeu denúncias anônimas por meio do 197, que a levaram até a localização do menor.

De acordo com o delegado, ele já respondia por ato infracional semelhante a roubo e depois de ter sido interrogado na manhã desta quarta (1º), ficará à disposição da Justiça por meio da Vara da Infância, em João Pessoa.


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