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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Grávidas enfrentam dificuldades para evitar contaminação pelo zika na PB

Mulheres dizem que cuidado com bebê vale esforço.

Elas se preocupam com relação da microcefalia com zika.

Diogo AlmeidaDo G1 PB
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Hana fala que o cuidado para evitar os focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, têm que começar em casa (Foto: Jitana Cardins/ Arquivo pessoal)Hana fala que o cuidado para evitar os focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, têm que começar em casa (Foto: Jitana Cardins/ Arquivo pessoal)
A preocupação das gestantes com o aumento no númeo de casos de microcefalia no país faz com que as mulheres passem por situações de sufoco para evitar a contaminação pelo zika vírus, principal vetor suspeito de causar o surto da malformação. Em Campina Grande, onde os primeiros casos da relação da doença com o zika vírus na país foram investigados, duas grávidas contam como estão se cuidando para evitar a contaminação pelo vírus.
“É uma vida que vai chegar, vale o esforço”, explica a estudante de direito Samara Freire, de 29 anos. A jovem, que está grávida de dois meses, conta que descobriu a gravidez de surpresa, quando as primeiras notícias sobre o surto já estavam sendo divulgadas. “Foi um impacto. Fiquei muito preocupada em saber que a doença poderia ser causada pelo vírus. Saber que o estado é o segundo no país no número de gasos gera um medo enorme de acontecer com a pessoa”, disse.
Na sexta-feira (11), completou um mês que ogoverno federal declarou estado de emergência por conta do crescimento no número de casos de microcefalia no país. Desde então, o número de notificações na Paraíba cresceu de nove casos no dia 12 de novembropara 316 notificações até segunda-feira (5), sendo que em 40 deles a microcefalia foi descartada. Em todo o país, já são 1.761 casos em 13 estados e no Distrito Federal. Também são investigadas 19 mortes de crianças em oito estados. No último dia 4, a Paraíba também decretou emergênciapor causa da quantidade de casos de malformação notificados.

Samara comenta que após descobrir a gravidez, passou a tomar vários cuidados para evitar a contaminação. “Tenho evitado utilizar roupas escuras, passando repelente a cada quatro horas e também utilizo camisas de mangas compridas o tempo inteiro. O calor nesta época do ano é muito ruim, mas tomos todos os cuidados. Mesmo com o desconforto, o bebê é mais importante”, comentou. A estudante explica que teve zika no mês de maio e que se preocupa por conta disso. “Minha médica falou para não se preocupar, porque não tem nenhum caso relacionado a ter o vírus antes da gravidez, mas todo cuidado é pouco, por isso tenho me cuidado bastante”, concluiu.
O caso da consultora de vendas Hanadenize Oliveira, de 28 anos, é diferente do de Samara, mas ela também tem tomado todos os cuidados. “Eu já estava grávida de seis meses quando foi confirmada a relação entre a doença e o vírus. Procurei o meu médico e ele informou que eu já tinha passado do período de risco, que é até os quatro meses, mas como é tudo muito novo, não sabemos como se desenvolve a doença, fui orientada a ter os mesmos cuidados de quem está no período de risco”, diz.
Hana, como prefere ser chamada, fala que o cuidado para evitar os focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, têm que começar em casa. “Já tínhamos um cuidado anteriormente, agora é redobrado. Inclusive oriento todas as pessoas a combaterem como puderem os criadouros dos mosquitos. Tenho que me cuidar, mas também cuidar das outas pessoas”, comenta.

A consultora ainda explica que é importante que as mulheres mantenham os cuidados orientados pelos médicos em relação a usar o repelente e também roupas compridas, mas que também não fiquem preocupadas com tudo o que é falado sobre o assunto. “Há a preocupação, mas às vezes o que as pessoas divulgam e comentam pode estar equivocado ou exagerado. Então não adianta criar um desconforto sem precisão. O importante é manter o cuidado para evitar ser picada pelo mosquito e também ajudar no combate. Só assim ficaremos livres de ser contaminadas”, completa.

Microcefalia
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. Inicialmente, o Ministério da Saúde considerava que bebês com circunferência da cabeça igual ou menor que 33 cm tinham a malformação. Entretanto, no último dia 4, um novo parâmetro passou a apontar microcefalia em crianças com cabeça medindo 32 cm ou menos de circunferência.
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