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domingo, 15 de novembro de 2015

Assaltantes comemoravam crimes expondo armas, dinheiro e bebidas em grupo no WhatsApp

Segundo o delegado Durval Barros, após a execução dos crimes, os suspeitos divulgavam fotos no WhatsApp comemorando as ações criminosas

Polícia | Em 15/11/15 às 15h49, atualizado em 15/11/15 às 18h04 | Por Hyldo Pereira
Fotos: Durval Barros/ Montagem Portal Correio
Cinco pesosas foram detidas pela PC
Os integrantes de um grupo do aplicativo WhatsApp, que orquestravam assaltos, roubos e tráfico de drogas em cidades do Curimataú da Paraíba, foram identificados através de uma operação desencadeada pela Polícia Civil denominada ‘Zap Zap’. Cinco pessoas foram detidas, entre elas, dois adolescentes. Após a execução dos crimes, os suspeitos divulgavam fotos comemorando as ações criminosas. A detenção ocorreu na cidade de Nova Floresta, a 120 km de João Pessoa, nesse sábado (14). O nome do grupo no aplicativo de mensagens não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

Segundo o delegado Durval Barros, há trinta dias a Polícia Civil realizava um trabalho de monitoramento do grupo depois de uma série de assaltos e roubos nas cidades de Nova Floresta e Cuité. Houve um aumento do tráfico de drogas local.
“Os assaltos eram constantes em postos de combustíveis, lojas e roubo a pessoa e outros tipos de delito. Realizamos diligências, em parceria com a Polícia Militar, e conseguimos prender um dos suspeitos. Para surpresa nossa, quando olhamos o celular do detido detectamos que o grupo não só praticava os crimes como se vangloriava em redes sociais. As imagens são dos integrantes em festas tomando uísques, fotos de muito dinheiro, além deles se expondo com armas de fogo”, disse o delegado.
Durante a perícia e rastreamento do celular, a polícia encontrou mensagens em um grupo do WhatsApp, onde pessoas de outras cidades e estados articulavam os ataques. “Além dos jovens da Paraíba, conseguimos identificar que há pessoas do Rio Grande do Norte e até de Minas Gerais. Eles combinam o envio de drogas, além do comércio do entorpecente em festas. Há uma ramificação do crime e estamos investigando”, falou Durval Barros.
Na operação os suspeitos não foram pegos com nenhum objeto ilícito. Mas, como as fotos deles no WhatsApp eram de exposição com armas e ao áudios confirmaram a participação deles em crimes, os três jovens foram indiciados por formação de quadrilha e levados para o presídio local. Os dois adolescentes foram entregues aos pais.

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