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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Falta de material adia cirurgia de bebê em hospital da Paraíba

Criança foi diagnosticada com doença que causa alteração no crânio.

Diretor do Hospital de Trauma de CG diz que ainda aguarda os materiais.

Do G1 PB
 A falta de materiais cirúrgicos está impedindo a cirurgia de um bebê em Campina Grande. A criança foi diagnosticada com cranioestenose, uma doença que provoca uma alteração na forma do crânio. A doença provoca o fechamento prematuro da fontanela (mais conhecido como moleira) dando origem a problemas para o desenvolvimento do bebê. O diagnóstico foi feito por um neurocirurgião, que indicou a necessidade da cirurgia, mas a família ainda espera pelo procedimento.
Desde que o médico indicou a cirurgia para o bebê, no mês de julho, ele foi internado duas vezes no Hospital de Trauma de Campina Grande, mas a mãe e a criança tiveram que voltar para casa sem realizar o procedimento. A mãe foi informada que falta material cirúrgico e até esta quinta-feira (13) espera uma posição do hospital.
“Está cada dia mais diferente, porque é uma coisa que, conforme ele vai crescendo, o cérebro vai crescendo e não vai ter para onde desenvolver e vai se desenvolvendo aleatoriamente. A cabecinha pode ficar toda deformada”, disse Joelma Barros, mãe da criança.
O diretor do hospital explicou que, como se trata de uma doença rara, é preciso compra de materiais específicos para a cirurgia e que esse processo já está em andamento.
“O fornecedor ainda não providenciou o material para a realização da cirurgia, já que se trata de uma cirurgia que é realizada raramente aqui no hospital” disse o diretor do hospital, Geraldo Medeiros. Ele alega que a cirurgia deveria ser realizada em outros hospitais de Campina Grande que atendem pelo SUS.
“Esses pacientes ficam direcionados para o Hospital de Trauma, que não deveria ser o hospital de realização de cirurgias eletivas e que está sobrecarregado. Nós tivemos um mês aqui que realizamos 90 cirurgias e não deveria ser realizado no Trauma e sim nos demais hospitais referenciados pela Secretaria Municipal de Saúde”, completou.
A assessoria de imprensa da da Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande defendeu que esse tipo de procedimento é responsabilidade do estado, por ter havido uma pactuação dos recursos entre município e estado. Já a gerente regional de saúde, Tatiana Medeiros, comprometeu-se a agilizar a realização da cirurgia, mas alegou que cabe ao municipio a realização das cirurgias eletivas, reforçando a opinião do diretor do Hospital de Trauma.

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