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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Veneziano critica aliado de partido e lamenta rumo da reforma política: “Vamos continuar sem mudanças”


Veneziano critica aliado de partido e lamenta rumo da reforma política: “Vamos continuar sem mudanças”
 O deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB) criticou seu aliado partidário o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) diante de como ele tratou a reforma política, que apesar de ter saído da gaveta, após 23 anos, não deve trazer nenhuma mudança na prática, fato que decepciona o povo brasileiro que desejava alguns avanços que não foram conquistados.


Veneziano foi um dos membros de uma comissão que tratou de ouvir opiniões sobre a reforma durante 90 dias e se sentiu "traído" por ver que as votações não refletiram as conversas e os pedidos da sociedade. Além de ter alfinetado Cunha sobre como ele tratou todo o processo de discussões e votações em relação ao tema.


"O voto majoritário foi derrubado e Cunha não foi feliz, não foi correto e nem cortês com a comissão formada por mim e mais 43 companheiros que durante 90 dias discutimos e ouvimos as opiniões em reuniões. Ele mudou até o relator Marcelo Castro por Rodrigo Maia e a condução do presidente não foi feliz. Venceu o espírito corporativista. Nós formos paradoxais. Eu não me ponho entre eles, porque identificamos a necessidade de mudanças, como acabar com eleições tão caras, criação de partidos sem critérios e sem ideologias, atraídas por exemplo pelo fundo partidário e essa era a nossa oportunidade", explicou Veneziano.


O peemedebista também destacou que não haverá mudanças, nem nos pontos que foram aprovados e isso, segundo ele, ofende a escolha do eleitor.


"Deveriamos evitar as coligações e deixar mais rígida as cláusulas de desempenho. Nem uma coisa e nem outra foram acolhidas. Prevaleceu a sobrevivência, o salve-se quem puder. Continuaremos provavelmente sem mudanças em relação ao sistema político. Isso ofende a escolha do eleitor, por exemplo, no caso das coligações, onde quem vence não é o que tem mais votos", justificou Vené.


PB Agora

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