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sábado, 27 de junho de 2015

Campanha de prevenção às DSTs e Aids conscientiza população em JP e Campina

Mobilização marca nova estratégia do Ministério da Saúde de estender, ao longo do ano, a campanha de incentivo à prevenção, combinando camisinha, testagem e tratamento e agindo em grandes festas do país

Saúde | Em 26/06/15 às 22h48, atualizado em 26/06/15 às 22h57 | Por Redação
Divulgação
Símbolo mundial de luta contra a Aids
Durante todo este mês de junho, o Ministério da Saúde realiza campanha de prevenção das DSTs e Aids nas festas juninas no Nordeste. A campanha já está em andamento nas cidades do Campina Grande e João Pessoa (PB); Caruaru e Recife (PE) e em Salvador (BA), com veiculação de filme na televisão durante este mês e utilização de redes sociais de compartilhamento dos conteúdos, no mesmo período.



A ação, que começou desde o início do mês e vai até a terça-feira (30), tem como objetivo chamar a atenção e conscientizar a população, especialmente os jovens, sobre a importância de usar camisinha, fazer o teste de HIV e o iniciar o tratamento, em caso de soropositividade.

De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, 95% das pessoas da Região Nordeste sabem da importância do uso do preservativo para prevenção contra Aids. Mesmo assim, 49% da população sexualmente ativa da região não fez uso da camisinha em todas as relações sexuais com parceiros casuais no último ano.

O diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, destaca a importância da campanha publicitária. “Pela primeira vez temos uma ação de prevenção ao HIV e Aids que se estende ao longo de todo o ano, abrangendo grande parte das festas populares brasileiras”, ressalta o diretor.

Os dados da Região Nordeste, comparativos com pesquisas anteriores, mostram que o uso do preservativo na última relação sexual, ocorrida nos últimos 12 meses, tem diminuído: 70% em 2004, 52% em 2008 e 62% em 2013. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 20%, em 2004, para 22% em 2008, chegando a 39% no ano de 2013.

Lançada em 1º de dezembro do ano passado (Dia Mundial de Luta contra Aids), a campanha estará em todas as regiões do país, contemplando das festas juninas do Nordeste, outras como Octoberfest, em Blumenau (SC), e Festa do Peão de Barretos (SP). Os materiais usam a gíria “#partiu teste”, linguagem típica da faixa etária dos jovens, prioritária para a campanha. As peças publicitárias para rádio, redes sociais e cartazes em aeroporto e rodoviária, entre outros, reforçam o conceito de prevenção combinada “camisinha + teste + medicamento”.

Novo protocolo

Em um ano, foi registrado aumento de 30% no número de pessoas que iniciaram o tratamento com antirretrovirais no Brasil. No período de um ano, o número de novos pacientes com acesso aos antirretrovirais passou de 57 mil, em 2013, para 74 mil novos tratamentos, em 2014.

Na região Nordeste, o aumento foi de 29%, passando de 7,9 mil para cerca de 10 mil novos tratamentos. Atualmente, cerca de 404 mil pessoas usam estes medicamentos, ofertados pelo Sistema Único de Saúde, sendo 67,6 mil no Nordeste do país. O crescimento foi observado após a implantação do Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, lançado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2013.

Óbitos

O incentivo ao diagnóstico e o combate ao tratamento tardio também refletiu na redução da mortalidade e a morbidade do HIV. Desde 2003, houve uma queda de 15,6% na mortalidade dos pacientes com Aids no país. A taxa caiu de 6,4 óbitos por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 óbitos por 100 mil habitantes em 2013. Na região Nordeste,a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes subiu de 3,1 óbitos, em 2003, para 4,4 óbitos, em 2013.

Panorama Brasil/Nordeste

Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de Aids no país. Na Região Nordeste, foram 108.599 casos no mesmo período. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos de Aids a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos novos ao ano. No Nordeste, a epidemia apresenta 16 casos a cada 100 mil habitantes, abaixo da média nacional.

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