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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Após morte de mais um policial no ano, comandante da PM critica legislação

Em entrevista à rádio Correio, coronel Euller Chaves lamentou a morte do sargento Da Silva, assassinado na noite dessa terça-feira em Santa Rita

Polícia | Em 11/06/15 às 07h06, atualizado em 11/06/15 às 07h35 | Por Redação
Divulgação
Coronel Euller Chaves
O comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, lamentou a morte do sargento Josemberg da Silva, de 45 anos, assassinado na noite dessa terça-feira (9) em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Ele foi o segundo policial morto em menos de uma semana no estado. Em entrevista ao programa Correio da Manhã, na rádio Correio (98 FM), o oficial disse que a Polícia Militar está de luto e criticou a falta de punição a criminosos no Brasil. 



O coronel começou a entrevista destacando o esforço da polícia em combater o crime, mas reconheceu que poucas vezes o trabalho é validado. Ele lamentou a morte do sargento Da Silva, terceiro militar morto este ano na Paraíba.

“A Polícia Militar realiza cerca de 10 mil prisões e 3 mil apreensões de armas de fogo por ano, mas, infelizmente, a validação dessas ações é mínima. Chegamos ontem [terça-feira] ao número de três policiais mortos e o sargento Da Silva foi o sétimo homem ligado à Segurança assassinado este ano, já que também tivemos mortes de bombeiros e agentes. É um fato lamentável”, declarou.

Para Euller Chaves, a falta de punição faz com que a população crie um sentimento de desengano. Ele criticou a legislação criminal do país e disse que a Polícia Militar está de luto. 

“Sabemos que os responsáveis por alguns desses crimes já haviam sido presos, mas acabaram sendo soltos. É extremamente necessário uma validação mais ampla das ações da polícia. Infelizmente casos como esse faz com o que o sentimento de impunidade cresça e as pessoas nutram a certeza de que um dia serão elas as vítimas da violência. Temos uma legislação criminal frágil, mas não vamos desistir. Apesar do luto, a Polícia Militar ainda acredita na nossa missão constitucional e não vamos desistir dela, nós representamos a sociedade e queremos honrar essa missão”, completou o comandante da PM. 

Polícia na mira da violência

* No dia 17 de fevereiro, o sargento Pedro Marques da Silva, de 52 anos, foi assassinado em um sítio da zona rural de Ibiara (Sertão do estado). Ele era comandante do Destacamento de Polícia Militar da cidade de Diamante.Relembre o caso.

* Na noite do dia 20 do mesmo mês, o sargento do Corpo de Bombeiros Antônio da Silva foi morto a tiros no bairro do Centenário, em Campina Grande. Veja matéria sobre o caso.

* Em março, o agente penitenciário Ivonilton Wanderley Coriolano Júnior, de 38 anos, foi encontrado morto com as mãos e os pés amarrados, no Rio Jaguaribe, em João Pessoa. Ele era filho do ex-gerente do Sistema Penitenciário da Paraíba. Relembre o crime. 

* No dia 3 de abril, o agente penitenciário José Marcelino Mota do Nascimento foi assassinado no bairro Treze de Maio, na capital paraibana. Ele estava em casa quando foi atingido por dois tiros. Reveja.

* No dia 4 de maio, um agente aposentado da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi assassinado a tiros em frente a casa dele, no bairro Jardim Veneza, em João Pessoa. Veja matéria sobre o caso. 

* No dia 6 de junho, o cabo da Polícia Militar Ubirajara Moreira Dias, conhecido como Bira, foi morto com um tiro de espingarda calibre 12 durante assalto a um posto de combustíveis na cidade de Patos (Sertão do estado). Os suspeitos do crime foram presos e a PM apresentou os homens à população em ‘desfile’ pela cidade. Um vídeo mostra o momento da morte do cabo, assista aqui.

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