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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Operação policial apreende computadores de empresa suspeita de fraude em concursos na Paraíba


De acordo com as investigações, a empresa teria aplicado provas nas cidades de Tenório, Santa de Mangueira e Tavares, ambas na Paraíba, mas pode ter participado de concursos em outro quatro estados
Polícia | Em 10/04/15 às 08h18, atualizado em 10/04/15 às 08h45 | Por Halan Azevedo
Reprodução/Instagram/MofiCorreio
Policiais que participaram da apreensão
Uma empresa que aplicou provas de concurso público nas cidades paraibanas de Santana de Mangueira, Tavares (ambas no Sertão do estado, a 484 km e 407 km de João Pessoa, respectivamente) e Tenório (Seridó paraibano, a 229 km da Capital), além dos estados de São Paulo e Pará, esta sendo investigada pela Polícia Civil da Paraíba por falsificar documentos de licitação em concursos. A empresa tem sede no município de Conceição, Sertão paraibano, a 466 km de João Pessoa, e teve quatro computadores, um notebook e documentos apreendidos na quinta-feira (9) através da Operação Certame.



A operação foi coordenada pelo delegado Cristiano Santana e teve a participação do grupo tático especial da Polícia Civil de Itaporanga, através dos agentes Carlos Cardeal, Glauciano, Eliel e Francimar.

Segundo o delegado, a empresa “Real Concursos” conseguiu participar de concursos públicos na Paraíba e em outros estados através de apresentação de documentos falsos durante processos licitatórios desses concursos.

“Cumprimos mandados de busca e apreensão na sede dessa empresa e conseguimos apreender computadores, notebook, provas aplicadas anteriormente, certidões e declarações. Todo o material foi encaminhado ao Instituo de Polícia Científica (IPC) para ser periciado. Já temos comprovado que essa empresa também aplicou provas em São Paulo e no Pará, e temos a suspeita de que cidades de Pernambuco e Rio Grande do Norte também tenham sido vítimas da fraude”, afirmou o delegado.

Além dos materiais apreendidos, um dos proprietários da empresa foi indiciado. Ainda segundo o delegado, além da aplicação de provas, o esquema de falsificação de documentos da empresa paraibana pode ter ramificação com empresas de outros estados. 

“Estamos trabalhando para identificar a possibilidade de que várias empresas estejam juntas, praticando este crime”, concluiu o delegado Cristiano Santana.

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