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terça-feira, 7 de abril de 2015

Entidades fazem protesto contra 'PL da terceirização' em João Pessoa

Passeata passou por ruas do Centro e terminou com palestra.

Projeto de Lei tira direitos dos trabalhadores, dizem entidades.

Do G1 PB
Passeata em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)Passeata passou por ruas do Centro de João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)
Um grupo de manifestantes participou de um ato público no Centro de João Pessoa na manhã desta terça-feira (7). Segundo a organização do ato, cerca de 100 pessoas participaram do café da manhã servido no início do ato e 200 pessoas participaram da palestra de encerramento. A polícia não tem uma estimativa de público.
Em João Pessoa, o ato foi promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato de Serviços do Comércio, o Sindicato dos Comerciários e outras entidades. Eles protestaram contra a votação do Projeto de Lei 4.330/2004, previsto para começar nesta terça-feira na Câmara dos Deputados. O projeto regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho. Se aprovado, será encaminhado diretamente para votação no Senado.
O grupo começou a se concentrar às 8h no Ponto de Cem Reis, onde foi servido um café da manhã para os trabalhadores que passavam pelo local. Os manifestantes saíram em caminhada por volta das 10h na direção da Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego, a cerca de 500 metros do local da concentração. No local, eles participaram de uma palestra sobre o PL 4.330.
Ato em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)Ato em João Pessoa começou com café da manhã
(Foto: Diogo Almeida/G1)
O diretor executivo da CUT na Paraíba, Marcos Henriques, avalia que "esse projeto precariza as relações de trabalho e acaba com os direitos dos trabalhadores". "Com as empresas terceirizando os serviços fim, isso vai fazer com que muita gente seja demitida e praticamente trocada por pessoas terceirizadas que vão receber menos e ter quase nenhum direito", defende.
Durante o ato público, a presidente do Sindicato de Serviços do Comércio da Paraíba, Ana Cristina, " impacto dessa PL é de retrocesso aos direitos que conseguimos, seja em valores salariais até em cláusulas sociais". "Os funcionários terceirizados perdem a estabilidade, vale refeição e vários outros. Para não pagar estes direitos é mais fácil não contratar ninguém celetista e sim terceirizar que rende mais lucro pros empresários. Esse projeto sendo aprovado é rasgar a CLT", defende.
Já o presidente do Sindicato dos Comerciários da grande João pessoa, Rogério Braz, diz que "o objetivo da manifestação é mobilizar os comerciários e a população em geral para os malefícios da PL 4330". "Ela precariza os direitos dos trabalhadores. Queremos denunciar para as pessoas quem são os deputados que elas votaram e que vão ser a favor desse projeto que prejudica toda a população trabalhadora", defende.
O Procurador do Trabalho Eduardo Varandas participa da palestra de encerramento e avalia que "a luta não é fácil". "Temos a terceirização como exceção. Se abrir como regra, vai ser complicado. O que será do trabalhador brasileiro se terceirizar médicos, professores, jornalistas, bancários? Como fica a qualidade destes serviços e os direitos trabalhistas de quem está sujeito a este tipo de regime trabalhista?", questiona.

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