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quarta-feira, 11 de março de 2015

Hugo Motta descarta hipótese das investigações da CPI da Petrobras retrocederem até era FHC


Hugo Motta descarta hipótese das investigações da CPI da Petrobras retrocederem até era FHC
 A hipótese das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras retrocederem até a era do governo Fernando Henrique Cardoso foi afastada na tarde desta terça-feira (10), pelo presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB).

De acordo com o requerimento de criação da CPI, o período de investigação é de 2005 à 2015.


“Não há conectividade dos fatos”, disse Hugo Motta em entrevista à imprensa, logo após o depoimento do ex-diretor da Divisão de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, que foi o primeiro a ser ouvido pelos parlamentares.


Durante a entrevista, uma das jornalistas teria questionado sobre a possibilidade da CPI avançar as investigações para além do período previsto na emenda, chegando até a gestão de FHC. Por sua vez Hugo Motta disse que o questionamento é legítimo, mas que o depoimento de Barusco teria afastado a conectividade dos fatos.


“Isso é um fato a ser questionado. O questionamento é legítimo. Porém, entendemos que o depoimento de hoje afastou de certa forma essa conectividade dos fatos, pois o senhor Pedro Barusco foi repetidamente perguntado sobre esse assunto e disse que na época que recebia propina, nos anos 97 a 98, recebia de forma pessoal, não havia uma corrupção institucionalizada, não culpou nenhum agente político, nem diretor, deixando esse período como imputação pessoal, além de dizer no seu depoimento - e esperamos que seja verdade - que está devolvendo todo o dinheiro que recebeu ao longo desse tempo”, declarou Motta.


Mais duas Sub-relatorias


O presidente da CPI também anunciou a criação de mais duas sub-relatorias, que serão revelada ao colegiado na próxima reunião da Comissão, na quinta-feira (12).


“Uma para auxiliar o relator em seu trabalho e outra gestão futura da Petrobras para cuidar do futuro no que diz respeito aos contratos da Petrobras para evitar que problemas como este continuem acontecendo. Devemos amanhã deliberar sobre esse assunto e na quinta trazer uma resposta. Porém, posso adiantar que tudo que for para contribuir para investigar e ajudar a CPI, nós iremos receber com bons olhos”, explicou.


Segundo Hugo Mota, uma sub-relatoria deverá ficar com o PSB – possivelmente com o deputado Júlio Delgado (MG), e a outra como um deputado do PT. Elas foram sugeridas pelo relator da Comissão, Luiz Sergio (PT).


Saída de deputados do PP da Comissão


O presidente da CPI também comentou a saída da comissão dos deputados Sandes Junior (PP) e Lázaro Botelho (PP), anunciada no início desta tarde pela bancada do partido.


Os dois deputados estão na lista do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, revelada à imprensa na semana passada.


“Vejo essa saída com bom olhos, porque na verdade quanto mais isenta for a CPI estamos contribuindo para o bom funcionamento. E esperamos que o líder do PP possa tomar as providências necessárias. Aguardo o comunicado oficial do desligamentos desses deputados da CPI”.


Na tarde desta quarta-feira (11), o grupo de frente da Comissão estará a partir das 16h na Sala da CPI. Da reunião participarão, além de Hugo, os três vice-presidentes da CPI (todos da região Nordeste), o relator e os quatro sub-relatores.


“É uma reunião para podermos traçar o plano de trabalho e ter um maior funcionamento. Nós queremos ter uma convivência mais harmônica para que a investigação possa ser aprofundada, sem termos cabo de guerra, sem termos nenhuma questão política. É para aliarmos os trabalho e seguirmos adiante”, acrescentou.


Com informações da Agência Política Real 

PB Agora

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