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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

IPC confirma que arma apreendida foi usada para matar padrinhos na PB

Perícia confirma que a arma apreendida foi usada para matar casal.

Justiça adiou audiência de acusado de planejar crime em Campina Grande.

Do G1 PB
Casal morto depois de festa de casamento em Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)Casal foi morto depois de festa de casamento em
Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
O Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba confirmou, nesta quarta-feira (25), que a arma apreendida com um dos réus é a mesma utilizada para matar o empresário Washington Luiz, de 51 anos, e sua mulher, Lúcia Santana, de 42 anos, na noite do casamento do suposto mandante do crime Nelsivan Marques, em Campina Grande, em março de 2014. A arma usada no dia do crime foi encontrada nas buscas policiais com o pistoleiro, acusado de atirar contra as vítimas.
Foi adiada para o dia 16 de março, de acordo com o Ministério Público da Paraíba, a audiência de instrução do acusado de ser planejar o assassinato do casal. Além de Nelsivan, outros cinco suspeitos de participar do crime e testemunhas importantes no caso devem ser ouvidos, inclusive um segurança que estava na frente da casa de festas e foi baleado no ombro.
Nelsivan era sócio das vítimas e foi preso em uma operação realizada pela Polícia Civil menos de um mês depois do crime. Para a polícia, uma dívida de R$ 81 mil relativa à compra de um carro foi o motivo do duplo homicídio. Na denúncia feita pelo Ministério Público, o sócio é apontado como mandante do crime e um suspeito de agiotagem seria o intemediário que contratou o pistoleiro para matar as vítimas.
De acordo com a delegada Tatiana Matos, o crime foi elucidado a partir da quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, que revelou conversas telefônicas e troca de mensagens combinando detalhes do crime. Segundo o promotor Osvaldo Lopes, houve premeditação do mandante, que era sócio das vítimas e seria o beneficiário em caso de morte dos outros dois proprietários de uma faculdade com matriz em Campina Grande. Antes disso, uma tentativa frustrada de matar o casal também foi ordenada por ele, com intermédio do agiota, segundo o Ministério Público.
Os dois suspeitos de ordenar os assassinatos foram denunciados pela tentativa de homicídio contra o casal, no dia 1º de março, além do duplo homicídio qualificado das vítimas e a tentativa de homicídio que deixou ferido um vigilante da rua, no dia 29 de março. Uma tentativa de homicídio que constava no indiciamento da Polícia Civil e teria acontecido no dia 22 de março, não foi incluída na denúncia, "porque não chegou a se aferir o ânimo de matar, pois os assassinos fugiram quando soou o alarme da casa das vítimas", afirmou Osvaldo Lopes.
O pistoleiro que tinha sido contratado para matar o casal no dia 1º de março foi denunciado pela tentativa de homicídio e pelo roubo do celular do motorista de Washington. O suspeito de executar os assassinatos, junto com o casal que auxiliou sua fuga no dia 29 de março, foram denunciados por duplo homicídio qualificado e a tentativa de homicídio contra o vigilante.

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