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sábado, 3 de janeiro de 2015

Após quase 3h, termina rebelião em presídio de JP com pelos menos seis feridos, afirma direção


Após controlada a rebelião, os presos foram colocados no pátio da unidade prisional e uma operação pente fino será realizada ainda neste sábado para calcular o prejuízo

Polícia | Em 03/01/15 às 14h35, atualizado em 03/01/15 às 17h02 | Por Hyldo Pereira
Reprodução/ Aguinaldo Mota
Um dos presos feridos na rebelião
Após quase três horas de tensão, fogo e tiros, terminou por volta das 16h a rebelião na Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Roger, em João Pessoa, de acordo com o diretor geral da unidade, Langstain Formiga. " Está tudo sob controle. A rebelião foi encerrada. Estamos fazendo a recontagem e vendo os prejuízos e os feridos", disse ao Portal Correio, por telefone. A confusão generalizada começou no início da tarde deste sábado (3) e deixou seis presos feridos, conforme uma lista divulgada pelo coordenador da Pastoral Carcerária da Paraíba, Marcilon da Silva, a imprensa e familiares dos apenados. Grades e a estrutura interna dos pavilhões 2, 3 e 4 foram destruídas. Cerca de 600 detentos ficaram rebelados.
O coordenador desmentiu a informações de mortes e adiantou que os seis presos ficaram feridos foram atingidos por bala de borracha, que foram utilizadas para conter o tumulto. Todos foram socorridos para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa em unidades do Samu e do sistema penitenciário da Paraíba. Segundo Marcilon, os apenados não correm risco de morte.
Após controlada a rebelião, os presos foram colocados no pátio da unidade prisional e uma operação pente fino será realizada ainda neste sábado para calcular o prejuízo e tentar encontrar objetos ilícitos, com arma, drogas e celulares.
Segundo Langstain Formiga, a rebelião foi iniciada minutos antes de uma operação pente fino que seria realizada nos pavilhões visando apreender arma de fogo. De acordo com as primeiras informações repassadas pela Polícia Militar, os presos quebraram as grades e destruíram a estrutura dos pavilhões 2, 3 e 4, onde estão presos em uma mesma facção criminosa.
“Ficamos sabemos de fonte segura que duas armas de fogo estavam dentro de uma das celas. Quando íamos iniciar a revista, os presos se rebelaram e iniciaram um grande tumulto. São cerca de 600 presos que se rebelaram”, confirmou o diretor.
Formiga descartou a hipótese da rebelião ter sido provocada por causa da chegada dos suspeitos de matar o lutador de MMA, Harrison Medeiros, o ‘Cara de Concha’, na noite de révellion, em cabedelo, na Grande João Pessoa. “Os dois rapazes estão no pavilhão 1 e os presos desse setor estão tranquilos. Não tem nenhuma relação”, descartou Langstain Formiga.

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