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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mercado baixa previsão para PIB e vê inflação no limite da meta em 2015

Previsão para o IPCA do próximo ano passa de 6,49% para 6,5%.

Analistas também passaram a prever alta maior dos juros em 2015.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
PREVISÕES PARA A ECONOMIA
em %
6,386,50,180,73Inflação 2014Inflação 2015PIB 2014PIB 201502468
Fonte: Focus
As perspectivas dos economistas do mercado financeiro tiveram nova piora. As estimativas de crescimento para a economia ficaram menores para este ano e para 2015, e a previsão para a inflação do próximo ano chegou ao limite da meta do governo. Os dados são do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (8). O relatório é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
Para este ano, a expectativa dos economistas para a inflação recuou de 6,43% para 6,38%. Para 2015, no entanto, a estimativa subiu de 6,49% para 6,5%. A meta de inflação é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. Dessa forma, o teto é de 6,5%.
Em doze meses até novembro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada, o IPCA, considerada a inflação oficial do país, ficou em 6,56% – valor que ainda está acima do teto de 6,5%. A meta, porém, vale somente para anos fechados.
Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas baixaram a estimativa de uma alta deste ano de 0,19% para 0,18%. Foi a terceira queda seguida do indicador. Se confirmada, será a menor expansão desde 2009, quando o PIB teve retração de 0,33%. Para 2015, a estimativa de expansão da economia recuou de 0,77% para 0,73%, na segunda redução consecutiva.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% na comparaçao com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.
Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 11,75% ao ano na semana passada, a expectativa do mercado para o fechamento de 2015, passou de 12% para 12,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas dos bancos esperam uma alta maior dos juros no próximo ano.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2014, 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,55 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,67 para R$ 2,70 por dólar.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 permaneceu em um saldo zero na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou estável em US$ 6,3 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável em US$ 58 bilhões.

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