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domingo, 9 de novembro de 2014

Médico do Samu é preso por suspeita de omissão de socorro na Paraíba

Profissional negou envio de ambulância para atender idosa, diz polícia.

Coordenador do Samu afastou médico, mas pede cautela na apuração.

Do G1 PB
Um médico do Samu foi preso na madrugada de sábado (8) suspeito de omitir socorro a uma idosa na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo informações da Polícia Militar da cidade, a idosa passou mal em casa e morreu à espera do atendimento do Samu, solicitado mais de uma vez pelos parantes da vítima.
De acordo com o tenente Cascudo, da Polícia Militar, em entrevista à  TV Paraíba, os familiares da idosa decidiram acionar a polícia quando perceberam que não teriam o serviço do Samu. Segundo ele, os parentes da vítima afirmaram que o Samu informou que o caso não era considerado de urgência.
“O médico falou que seria caso não seria de urgência e que não enviaria a ambulância. Depois eles ligaram para o 190, pedindo ajuda da Polícia Militar. Um sargento da PM constatou a gravidade do quadro e ele próprio falou com o Samu. Então o médico informou ao policial que ‘não mandou e não mandaria a ambulância”, contou.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi até local e tentou realizar os primeiros procedimentos de emergência, ainda segundo a PM, mas durante o atendimento ficou constatado que a idosa já estava sem os sinais vitais.
Ele informou que era autoridade máxima da cidade e não poderia ser preso"
tenente Cascudo, sobre médico preso
“Dei voz de prisão a ele por omissão de socorro. Ele informou que era autoridade máxima na cidade e não poderia ser preso. Mesmo asim foi conduzido até a delegacia e foi entregado a delegada para que fossem tomadas as providências legais”, relatou o policial militar.

O coordenador do Samu na Paraíba, Anderson Sóstenes, também em entrevista à TV Paraíba, ressaltou que o médico tem direito ao contraditório e que por isso não poderia ser preso. “Segundo ele [o médico], foi feita uma orientação à família, mediante a solicitação. Tendo isso em vista, não podemo considerar omissão de socorro pela portaria ministerial, porque é o papel dele orientar”, comentou.
Ainda segundo Sóstenes, é preciso cautela para apurar o caso, ouvir as gravações dos diálogos entre o médico e o policial, conversar com a família, ouvir a própria polícia para confirmar a versão dos parentes da idosa e da Polícia Militar. “Até então o que nós sabemos é que a família solicitou e a polícia solicitou e que o médico negou. Nós não sabemos o que a família apresentou na paciente, isso tudo tem que ser lavado consideração”, arrematou o coordenador.
O médico envolvido no caso foi afastado pela Coordenação do Samu na Paraíba até que o caso seja apurado e feita uma avaliação do resultado. Por telefone, a delegada Daniela Quirino, responsável pelo caso, informou à TV Paraíba que será aberto um inquérito para saber se a morte foi causada por negligência.

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