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domingo, 16 de novembro de 2014

Detento de presídio federal ordenou morte de agente da PB; crime foi praticado por traficantes


Quatro adolescentes foram detidos na noite dessa sexta-feira (14) na cidade de Bayeux, mesmo bairro onde ocorreu o crime

Polícia | Em 15/11/14 às 09h46, atualizado em 15/11/14 às 15h42 | Por Hyldo Pereira
Divulgação
Menores detidos pela Polícia Civil
A morte do agente penitenciário Nicássio Cordeiro de Lima, 33 anos, ocorrida no dia 5 novembro deste ano, no bairro Mario Andreazza, na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, foi ordenada por dois presidiários, sendo um deles do Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. A informação consta em um relatório sobre o homicídio. Quatro adolescentes foram detidos na noite dessa sexta-feira (14) no mesmo bairro onde ocorreu o crime. Eles confessaram a autoria do crime, segundo informou o delegado Pedro Ivo, chefe do Núcleo de Homicídios de Bayeux.
"Esse pessoal é extremamente violento na comunidade. Foi uma operação exitosa que contou com apoio da Grupo Operações Especiais (GOE) e do Sistema Penitenciário da Paraíba. Drogas foram apreendidas com os menores. Alguns deles já foram apreendidos anteriormente", disse Pedro Ivo. Os adolescentes foram apresentados ao Ministério Público da Infância e Adolescência para a internação provisória do Centro Educacional do Adolescente (CEA), na Capital.   
O documento investigativo das Forças de Segurança da Paraíba que o Portal Correio teve acesso, com exclusividade, possui mais de 20 páginas onde a conclusão aponta que o assassinato está relacionado ao combate ao tráfico de drogas na comunidade, onde a vítima morava.
Conforme o relatório confeccionado pelo serviço de inteligência do Sistema Penitenciário da Paraíba, o Gisope, semanas antes do crime, as polícias realizaram várias prisões e apreensões de drogas e armas em uma das comunidades do bairro Mario Andreazza, local onde o agente morava, visando desbaratar uma rede de tráfico de droga na região. O grupo suspeitou que o agente estaria repassando informações sigilosas para à Polícia.
Dois presos comandam e gerenciam o tráfico em Bayeux de dentro das unidades prisionais, deram a ordem para a execução de Nicássio. Além dos dois detentos, cinco pessoas – sendo um adolescente – estão envolvidos no assassinato. O grupo teria monitorado a movimentação do agente e o matado, cumprindo ordens nos ‘chefes do tráfico’.
Segundo os dados oficiais, um dos menores – que integra a quadrilha – teria repassado informações sobre a localização do agente, minutos antes do crime. Foi montada uma emboscada e Nicássio foi morto. Há informes de que o adolescente teria acompanhado os trabalhos policiais e de perícia até a retirada do corpo de dentro do imóvel para repassar os comparsas.
Agressividade
Os envolvidos na morte do agente são suspeitos de outras práticas delituosas em Bayeux. A área de atuação do grupo é o bairro Mario Andreazza, considerado o mais violento na cidade, que fica situada na região metropolitana de João Pessoa.
De acordo com o relatório, os suspeitos são temidos pelos moradores devido a agressividade em suas ações: expulsão de pais de família, espancam inocentes e implantaram até o ‘Toque de Recolher’.
Crime
Nicássio Cordeiro foi morto a tiros quando lavava o automóvel na frente da residência dele. De acordo com o Polícia Militar, três jovens efetuaram disparos contra o agente e, ferido, ele correu para dentro de casa, mas os criminosos invadiram o imóvel e fizeram novos disparos, culminando com a morte da vítima. Nicássio era agente concursado e atualmente trabalhava no setor de informações da Secretaria de Administração Penitenciária – SEAP.

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