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domingo, 16 de novembro de 2014

Comandante e sargento da PM de Bayeux têm morte encomendada por criminoso, diz polícia


De acordo com o capitão Kelton Pontes, em escutas telefônicas, autorizadas pela polícia, o criminoso negociou com um comparsa do Rio Grande do Norte a compra de uma submetralhadora

Polícia | Em 15/11/14 às 17h58, atualizado em 15/11/14 às 18h06 | Por Redação
Divulgação
Capitão Kelton Pontes
O comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar de Bayeux, capitão Kelton Pontes, revelou neste sábado (15), que um suspeito de praticar diversos crimes na cidade teria encomendado o seu assassinato e de um sargento da mesma companhia. De acordo com o policial, em escutas telefônicas, autorizadas pela polícia, o criminoso negociou com um comparsa do Rio Grande do Norte a compra de uma submetralhadora.


“Nas gravações também fica comprovada a contratação de dois homens do estado vizinho para executar o crime”, contou capitão Kelton. Segundo ele, o bandido estaria “revoltado” com a prisão do seu pai, efetuada pelo comandante e pelo sargento na semana passada.

“Na segunda-feira passada houve um homicídio em Bayeux, na frente de um bar, no bairro de Jardim São Severino, ao meio dia. Nós ficamos sabemos quem seria o autor do homicídio e na terça-feira tivemos uma informação de onde ele estava, mas ele conseguiu evadir. Pouco tempo depois chegou ao local, para tomar satisfações, o pai desse indivíduo, um soldado reformado do Corpo de Bombeiros. O pai estava de posse irregular de uma arma e foi dado voz de prisão. Esse criminoso já vem sendo monitorado e ficou revoltado com a prisão do pai. Em escutas telefônicas ficamos sabendo que ele estava querendo adquirir um fuzil do Rio Grande do Norte. Soubemos dessa intenção e depois que ele estava conseguindo uma submetralhadora e duas pessoas para matar a mim e o sargento Barlavento”, contou.

O policial afirmou que não tem medo de morrer, mas que fica decepcionado com a inversão de valores da sociedade. “Sinceramente eu não tenho medo, o que a gente fica é com raiva e decepcionado com a inversão de valores que tem no nosso país. A gente passa a ser mais um número para eles [criminosos]. Um homicídio a mais não faz diferença para eles, mas se a gente tirar a vida de um elemento desse a sociedade se vira contra a polícia. De pronto esse agente é afastado das funções e condenado pela sociedade”, desabafou.
Além de ter que conviver com a ameaça de morte, o capitão desabafou que o trabalho da polícia “está muito difícil”, pois dos cinco homicídios ocorridos nos últimos 15 dias em Bayeux, quatro foram “ordenados de dentro de presídios da Paraíba”.
Ele revelou também que a polícia tem a informação de outras ordens de assassinatos feitas por presidiários. “Temos a informação que pode ocorrer outros dois homicídios com ordem de presídio, um no Maguinhos e um no Mário Andreazza. Uma das vítimas já foi avisada e decidiu continuar no local. Como vou garantir a vida dele 24 horas podia, sete dias por semana?”, questionou.

O capitão Kelton Pontes afirmou que a Secretaria de Segurança do Estado e comando geral da Polícia Militar estão colaborando com as investigações para prender o suspeito que teria encomendado sua morte e do sargento. “O secretário tem prestado proteção, mas nem ele, nem ninguém podem garantir nossa vida”.

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