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sábado, 22 de novembro de 2014

Após cirurgia, garota baleada por ex-namorado em escola morre no Trauma, na Capital

De acordo com a Polícia Militar, o aluno armado surpreendeu a estudante quando ela estava no bebedouro da unidade escolar e atirou três vezes contra ela, que após cirurgia não resistiu

Polícia | Em 21/11/14 às 10h20, atualizado em 21/11/14 às 20h46 | Por Hyldo Pereira
Divulgação
Estudante passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos
Uma estudante de 14 anos foi baleada dentro de um colégio na manhã desta sexta-feira (21), no bairro de Mandacaru, em João Pessoa, por um aluno de 15 anos. O caso ocorreu na Escola Municipal Violeta Formiga, que fica na comunidade Jardim Mangueira. Segundo o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, para onde a garota foi levada, ela passou por procedimentos cirúrgicos, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta tarde. O circuito interno de câmeras da escola registrou a ocorrência (confira abaixo). 
  
"A informação inicial seria de que o menor teria sacado uma arma para atirar em outro adolescente, mas constatamos que o tiro foi direcionado a garota, por motivos pessoais. A estudante teve um relacionamento com o garoto e ele não aceitou o fim do namoro. Até agora, esse teria sido o motivo da tentativa de assassinato",  afirmou o capitão Antônio de Sousa, comandante da Unidade de Polícia Solidária do bairro.
O superintendente da Polícia Civil na região metropolitana de João Pessoa, Wagner Dorta, o adolescente que tentou matar a ex-namorada já foi apreendido anteriormente e tem envolvimento com drogas. "Já sabemos quem atirou na garota. Levantamento feito comprovou que o menor tem envolvimento com o tráfico de drogas em Mandacaru. O rapaz já foi apreendido por ter sido pego com entorpecente", disse. 
De acordo com o capitão, o aluno armado surpreendeu a estudante quando ela estava no bebedouro da unidade escolar e atirou três vezes contra o abdômen dela. A menor  foi socorrida por uma viatura da Polícia Militar para ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
Ainda segundo o capitão, o menor não foi detido e a arma utilizada no crime não foi apreendida. " Estamos em diligência para deter o suspeito dos tiros e encontrar a arma usada na tentativa de homicídio", falou.
Patrulha Escolar
Nessa quarta-feira (19), a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de João Pessoa divulgou que ajuizou uma ação civil pública contra o Estado da Paraíba para obrigá-lo a reativar o programa “Patrulha Escolar Solidária”, com número de policiais militares e viaturas suficientes para atender de forma eficiente e rápida as escolas públicas localizadas na Capital.
Na ação, a promotoria requer que o juiz da 1a Vara da Infância e Juventude da Capital conceda liminar, determinando a designação de 60 policiais militares para exercerem, com exclusividade, as funções de patrulheiros escolares junto às escolas localizadas na área de abrangência do 1° Batalhão de Polícia Militar (BPM), sendo 20 patrulheiros por turno escolar em 10 viaturas. O mesmo deve acontecer em relação às escolas localizadas na área do 5° BPM. A promotoria requereu ainda que esses policiais tenham como pré-requisito a participação em curso de formação continuada promovido pelo Estado.

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