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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

'Plebiscito Popular' continua até domingo em 70 cidades da PB

“Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”. Essa é a pergunta feita até o próximo domingo, 7 de setembro, em vários municípios do país através de um plebiscito popular. Na Paraíba, mais de 600 urnas estão espalhadas em cerca de 70 municípios. Só na capital, são 83 locais de votação, incluindo a Lagoa, Ponto de Cem Réis, Terminal de Integração e Universidade Federal da Paraíba.
O 'Plebiscito Popular' é um movimento realizado por mais de 350 entidades de todo o país - entre elas partidos políticos, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pastorais – que querem mudar o sistema político do Brasil a partir de uma nova Constituinte.
O resultado da votação será entregue às autoridades e poderes da República, em Brasília, a fim de pressionar o governo e o Congresso sobre a necessidade de uma nova Constituição que substitua a de 1988. Para votar, basta se dirigir a algum dos locais de votação portando um documento com foto.
A votação teve início na última segunda-feira em pontos fixos e volantes. Os interessados também podem votar online, através do site mudarojogo.org. Na Paraíba, a meta é de 300 mil assinaturas. “Estamos confiantes, já que superamos a meta em número de urnas, que era de 500”, afirmou o secretário estadual da campanha na Paraíba, Marcos Freitas.
De acordo com o secretário estadual da campanha, a ideia de renovar a Constituição surgiu a partir de uma percepção de que todas as principais bandeiras dos movimentos sociais esbarram no Congresso Nacional e que para solucionar os problemas fundamentais da sociedade, como educação, saúde, moradia, transporte, terra e trabalho, é preciso não só mudar as pessoas que estão no Congresso, mas as “regras do jogo”, através de um novo Sistema Político Brasileiro.
Para Marcos, o Congresso e seus parlamentares não representam a pluralidade do povo brasileiro. Ele afirma que 70% do Congresso é formado por fazendeiros e empresários, enquanto a maioria da população é camponesa e trabalhadora, e que apenas 9% são mulheres, enquanto a metade da população é mulher. Ele também destaca que os candidatos eleitos têm um gasto de campanha consideravelmente maior que os não eleitos, demonstrando um dos fatores do poder econômico nas eleições.
Segundo Marcos, o plebiscito representará um avanço na democracia direta. “É uma ferramenta da pedagogia de massa. Ao contrário das eleições, que a cada dois anos deseduca o povo no que se refere à política, com o Plebiscito será possível manifestar o desejo popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana, composta por cidadãos eleitos exclusivamente para mudar de fato o sistema político, garantindo uma maior representatividade e participação popular na política brasileira”, afirmou.

POR; SATIRO COELHO AYRES

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