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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Motoristas negam proposta de 6%, pedem 14% e falta de acordo deixa JP sem ônibus

Greve de operadores começa e deixa 300 mil sem ônibus a partir desta segunda na região metropolitana da Capital
Cidades | Em 06/07/14 às 20h58, atualizado em 07/07/14 às 10h16 | Por Alisson Correia
Reprodução/Ônibus Paraibanos/Paulo Passos
Greve de operadores é por tempo indeterminado
O Sindicato dos Motoristas se reuniu em assembleia na noite desse domingo (6) em João Pessoa e decidiu manter a greve dos operadores de transportes coletivos anunciada para esta segunda-feira (7). Logo após a reunião, os profissionais da categoria já conduziram os ônibus para as garagens, onde eles devem permanecer durante a paralisação por tempo indeterminado.

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De acordo com o presidente do sindicato, Antônio de Pádua, a categoria promoveu uma série de diálogos ao longo do domingo com os profissionais e à noite formalizou a paralisação, após não conseguir acordos com a Associação de Empresas de Transportes Coletivos. Os motoristas pedem, além dos 14% de reajuste salarial, a unificação do vale alimentação para R$ 500 e ainda o pagamento integral do plano de saúde, que atualmente é pago somente pelos trabalhadores.
Segundo ele, os empresários ofereceram aumento de 6% e pelo menos três dias a mais para manter as negociações, o que não foi aceito.
Sobre manifestações e protestos, ele falou que não há nenhum ato marcado nas ruas de João Pessoa e que a greve será silenciosa, com os operadores de braços cruzados. 
Na entrada da empresa Unitrans, grevistas deram início do movimento
Foto: Na entrada da empresa Unitrans, grevistas deram início ao movimento
Créditos: Edson Pessoa (TV Correio HD) 
Apesar disso, Pádua havia dito que esperava que a AETC e a Prefeitura de João Pessoa sinalizassem negociações até a noite de domingo (6) para reverter a situação e evitar a paralisação, o que não ocorreu. Ele falou que para manter os 30% dos serviços essenciais, seria preciso um acordo, o que, segundo ele, não aconteceu entre o sindicato e as empresas.
AETC divulgou uma nota na qual pede apoio da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana da Capital e da Prefeitura de João Pessoa para negociar mais rápido e evitar a greve. Além disso, a Associação esclareceu pontos que não justificam essa paralisação, como o aumento salarial que já ocorre com números acima da inflação oficial do País.
“As empresas nos informaram que, por motivos financeiros, não teriam condições de atender às solicitações. Por esse posicionamento do Sindicato patronal, resolvemos declarar greve”, disse Antônio de Pádua. 

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