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terça-feira, 29 de julho de 2014

Faltam anestesistas no Trauma-JP e Saúde diz que situação é grave para pacientes

Apesar da discussão, uma nova reunião para tratar do assunto foi marcada pela Saúde do Estado
Saúde | Em 29/07/14 às 10h53, atualizado em 29/07/14 às 11h56 | Por Redação
Divulgação
Promotoria da Saúde discutiu a situação
A assessoria jurídica da Cruz Vermelha disse nessa segunda-feira (28) que o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena em João Pessoa está enfrentando dificuldades sérias para completar a escala de plantão dos anestesiologistas da unidade, o que estaria expondo pacientes a riscos graves nos atendimentos.


A informação foi debatida durante audiência com a Promotoria de Defesa dos Direitos da Saúde de João Pessoa, na qual foi colocada a situação das escalas de plantão dos anestesiologistas do Trauma.

Segundo a assessoria jurídica da Cruz Vermelha, a escala de anestegiologistas do hospital é completada com médicos de outros estados por conta da dificuldade de negociação com os médicos vinculados à Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest).

A Cruz Vermelha informou que a Coopanest optou por se desvincular do hospital, mesmo não existindo nenhum obstáculo ou decisão judicial que determinasse essa suspensão. A Cruz Vermelha Brasileira propôs a contratação individual aos médicos, mas não houve recepção por parte deles.

O presidente do Conselho Regional de Medicina na Paraíba disse que as escalas que foram apresentadas pelo Hospital de Emergência e Trauma ao conselho são compostas por apenas três profissionais por turno. Ele disse ainda que em vistorias feitas recentemente pelo CRM no hospital foi constatado que a situação do hospital é muito grave e expõe os pacientes a sérios riscos, por carência de anestesiologistas. 

O presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcísio Campos Saraiva de Andrade, informou que existem médicos anestesiologistas aprovados no último concurso da Secretaria Estadual de Saúde e que estão aguardando serem convocados para assumirem.

Apesar de toda a discussão, a promotora da Saúde, Maria das Graças Azevedo, determinou a realização de nova audiência para tratar da questão, no dia 06 de agosto, às 08h, que deverá contar com a presença do secretário Estadual de Saúde e do procurador Regional do Trabalho.

Participaram da audiência a promotora de Justiça Maria das Graças Azevedo, o procurador da República, José Godoy Bezerra de Souza, o presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba, Tarcísio Campos Saraiva de Andrade, o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) João Gonçalves de Medeiros Filho, o superintendente da Cruz Vermelha Brasileira filial do Rio Grande do Sul, Milton Pacífico José Araújo, o diretor do Hospital de Emergência e Trauma, Edvan Benevides de Freitas Júnior.

Durante a audiência, o assessor jurídico da Secretaria Estadual de Saúde, Rafael Melo, informou que o Secretário Estadual de Saúde não poderia comparecer a audiência por estar em missão institucional no município de Campina Grande e solicitou o seu adiamento.

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