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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Médico paraibano pode ter sido assassinado pelo chefe, com quem trabalhava em PE

Possíveis desentendimentos profissionais entre a vítima e o colega de cargo superior poderiam ter motivado o homicídio; corpo foi encontrado às margens da BR-101; em Jaboatão dos Guararapes
Polícia | Em 03/06/14 às 21h31, atualizado em 04/06/14 às 00h25 | Por Redação
Reprodução/Arquivo pessoal
Artur Eugênio era cirurgião torácico
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta terça-feira (3), pai e filho suspeitos de participação no assassinato do médico paraibano Artur Eugênio de Azevedo,encontrado morto no dia 12 de maio de 2014, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. Eles tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias e foram levados para a Delegacia de Homicídios de Prazeres, também em Jaboatão. O suposto mandante seria chefe da vítima. O filho é advogado.
Os dois detidos foram Cláudio Amaro Gomes e Cláudio Amaro Gomes Júnior. O pai é cirurgião torácico e chefe da Unidade de Recuperação Cárdio-Torácica, do Real Hospital Português, mesmo local onde a vítima trabalhava. A investigação policial do caso indica que possíveis desentendimentos profissionais entre a vítima e o colega de cargo superior poderiam ter motivado o homicídio. 

No momento da prisão, o médico estava em casa, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O advogado, por sua vez, localizava-se em um restaurante no bairro da Encruzilhada, Zona Norte. Ao ser preso, Cláudio Amaro Gomes Júnior foi flagrado com um revólver calibre 38 sem registro. A arma continha seis munições. Ele também não apresentava porte. Como justificativa à polícia pernambucana, ele explicou que estava andando armado porque estaria sofrendo ameaças.

O pai tomou posse no cargo de chefia em setembro de 2013. Além disso, o especialista também seria professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, sendo uma figura renomada na esfera da medicina regional. Cláudio Amaro Gomes atendeu o ex-presidente Lula, em 2010, por motivo de crise de pressão alta durante visita ao estado. 

O médico assassinado, Artur Eugênio de Azevedo Pereira, de 36 anos, também era cirurgião torácico do Real Hospital Português, atendendo ainda em outras unidades de saúde. Ao seguir para sua residência, não conseguiu entrar no edifício, na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem. Uma dupla em um carro interceptou o automóvel dele e um homem armado entrou no veículo à força. Na sequência, o carro saiu em alta velocidade com o suspeito e a vítima. As câmeras de monitoramento do prédio registraram a ação.

Ele foi encontrado morto na noite da segunda-feira, dia 12 de maio, às margens da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, com quatro marcas de tiros, três nas costas e uma na cabeça. Ele era casado e deixou um filho pequeno. O carro foi localizado um dia depois, no dia 13, carbonizado, no bairro da Guabiraba, Recife, nas proximidades do Centro de Treinamento do Náutico.

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